Jesus, o bom pastor, contou uma parábola imortal, falando do pastor que foi buscar a centésima ovelha, e depois de achá-la festejou seu resgate e alegrou-se com seus amigos. Essa parábola enseja-nos três preciosas lições:
Em primeiro lugar,a ovelha perdeu-se porque afastou-se do rebanho. A ovelha é um animal míope, inseguro, indefeso e também rebelde. Ela não pode proteger-se contra os predadores. Ela não tem um bom senso de direção. Sua segurança está em ficar perto do pastor e junto do rebanho. Sempre que se desgarra e se afasta da companhia das outras ovelhas, está sujeita a cair e ferir-se. A figura da ovelha é sugestiva. Não é por acaso que Jesus viu os homens aflitos como ovelhas sem pastor. Mesmo depois de convertidos somos ovelhas. Não podemos caminhar fiados em nossa própria força. Dependemos de Deus e uns dos outros. Não podemos nos afastar da congregação. Não é seguro viver isolado do rebanho.
Em segundo lugar, o pastor não desistiu da ovelha pelo fato de ela ter se afastado do rebanho. O pastor poderia ter encontrado justificativas plausíveis para abandonar a ovelha perdida à sua própria sorte. Talvez, o pastor já tivesse alertado aquela ovelha sobre os perigos da solidão. Talvez, algumas vezes, o pastor já tivesse flagrado aquela ovelha se distanciando do rebanho e caminhando na direção de lugares perigosos. Talvez o pastor pudesse alegrar-se com o fato de que tinha ainda em segurança noventa e nove ovelhas que estavam debaixo do seu cuidado e proteção. O pastor não discutiu as razões da queda da ovelha. Ele foi buscá-la. Ele enfrentou riscos para resgatá-la. Ele não desistiu dela e não voltou para o aprisco até trazê-la em seus braços. Precisamos ter o mesmo empenho na restauração daqueles que se afastaram. Precisamos demonstrar pressa para resgatar aqueles que caíram. Precisamos amar aqueles que desobedeceram e se desviaram. Precisamos amá-los e trazê-los de volta ao rebanho de Cristo.
Em terceiro lugar, o pastor festejou a recuperação da ovelha perdida. O pastor não esmagou a ovelha com seu cajado ao encontrá-la; ele a tomou em seus braços. Ele não a mandou embora por ter lhe criado problemas; ele a carregou no colo. Ele não se aborreceu com o preço do resgate; ele festejou com seus amigos a restauração da ovelha perdida. Precisamos não apenas ir buscar a centésima ovelha, mas precisamos nos alegrar com sua restauração. Há festa nos céus por um pecador que se arrepende. A igreja é lugar de vida e restauração. A igreja é lugar de cura e perdão. A igreja é lugar de aceitação e reconciliação. A igreja é lugar de disciplina e recomeço. A disciplina é um ato responsável de amor. A disciplina visa a proteção do rebanho e a recuperação da centésima ovelha. Não basta nos alegrarmos com as ovelhas que estão em segurança no aprisco; devemos buscar a centésima ovelha que se dispersou. O Senhor Deus perdoou Davi e o restaurou depois de seu adultério com Bate-Seba. Jesus foi ao encontro de Pedro depois de sua queda para lhe restaurar a alma. Paulo ordenou à igreja de Corinto a perdoar o irmão faltoso, que havia se arrependido. Nós, de igual modo, devemos ir buscar aqueles que outrora estiveram conosco e hoje estão distantes. Essas pessoas devem ser alvos da nossa oração e do nosso cuidado pastoral. Não devemos descansar até vê-las restauradas por Deus e reintegradas em seu rebanho.
Fonte: hernandesdiaslopes.com.br
"Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim." (João 5.39)
quarta-feira, 14 de abril de 2010
domingo, 28 de março de 2010
O CUIDADO DE DEUS
Êxodo
20.1-17
Os 10 mandamentos revelam o cuidado de Deus com seu povo e com todas as nações. Foram escritos pelo próprio Deus. Não é opinião de Moisés. Ele os deu a Israel para revelar seu cuidado e seu amor. Foram dados para evitar que a injustiça, a idolatria e toda sorte de pecado os escravizasse. Deus quer o melhor para cada indivíduo. Os 10 mandamentos foram dados pra trazer saúde, paz e sucesso.
O Senhor Jesus resumiu a lei em dois mandamentos: Amarás ao Senhor teu Deus e amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Quando você ama a Deus e ama seu próximo, está cumprindo todos a lei.
Mas a prática dos 10 mandamentos não concede salvação a ninguém. Mesmo porque, sem o Espírito Santo, ninguém consegue obedecer a Deus. Quando uma pessoa recebe a Cristo, ela é justificada pela fé e recebe o Espírito Santo, o qual a capacita a viver em santidade e obedecer à vontade do Senhor.
Quando os mandamentos são cumpridos há paz com Deus, o estresse não tem lugar na vida da pessoa, as famílias são fortalecidas, há segurança na nação, pureza sexual, há respeito à propriedade alheia, a verdade é valorizada e a justiça prevalece.
Ore
Eu quero celebrar com alegria o teu cuidado, ó Deus, ao nos dar ensinos tão específicos e enviar o teu Espírito que nos capacita a agradar-te com amor e gratidão. Amém.
Pense
Os 10 mandamentos refletem o cuidado de Deus por você.
Fonte: www.lpc.org.br
Os 10 mandamentos revelam o cuidado de Deus com seu povo e com todas as nações. Foram escritos pelo próprio Deus. Não é opinião de Moisés. Ele os deu a Israel para revelar seu cuidado e seu amor. Foram dados para evitar que a injustiça, a idolatria e toda sorte de pecado os escravizasse. Deus quer o melhor para cada indivíduo. Os 10 mandamentos foram dados pra trazer saúde, paz e sucesso.
O Senhor Jesus resumiu a lei em dois mandamentos: Amarás ao Senhor teu Deus e amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Quando você ama a Deus e ama seu próximo, está cumprindo todos a lei.
Mas a prática dos 10 mandamentos não concede salvação a ninguém. Mesmo porque, sem o Espírito Santo, ninguém consegue obedecer a Deus. Quando uma pessoa recebe a Cristo, ela é justificada pela fé e recebe o Espírito Santo, o qual a capacita a viver em santidade e obedecer à vontade do Senhor.
Quando os mandamentos são cumpridos há paz com Deus, o estresse não tem lugar na vida da pessoa, as famílias são fortalecidas, há segurança na nação, pureza sexual, há respeito à propriedade alheia, a verdade é valorizada e a justiça prevalece.
Ore
Eu quero celebrar com alegria o teu cuidado, ó Deus, ao nos dar ensinos tão específicos e enviar o teu Espírito que nos capacita a agradar-te com amor e gratidão. Amém.
Pense
Os 10 mandamentos refletem o cuidado de Deus por você.
Fonte: www.lpc.org.br
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Um homem poderoso em palavras e obras
No dia 6 de fevereiro comemora-se o dia do homem presbiteriano. Por isso, queremos evocar a figura de um homem que foi poderoso em palavras e obras. Ele pode ser nosso exemplo, pois viveu irrepreensivelmente e morreu vitoriosamente. Esse homem é Estevão. Podemos aprender acerca dele em Atos 6 e 7. Destacamos três verdades sublimes acerca desse diácono pregador, desse homem que viveu de forma maiúscula e deixou para nós um desafiador legado. Quem foi Estevão?
1. Um homem de vida irrepreensível - A palavra que melhor descreve a vida de Estevão é plenitude. Ele foi um homem cheio de fé e do Espírito Santo (At 6.5). Ele foi um homem cheio de graça e poder (At 6.8). Ele foi um homem cheio da Palavra (At 7.2-53) e cheio de perdão (At 7.60). Hoje vemos homens cheios de conhecimento, cheios de bens, cheios de diplomas e cheios de compromissos, mas poucos homens vivem na plenitude do Espírito. Poucos conhecem o que significa ser cheios de fé. Escasseiam-se aqueles que são cheios de graça e poder. Há muitos que estão cheios de mágoas, mas poucos estão cheios de amor e perdão. A vida de Estevão constitui-se para nós não apenas um exemplo, mas também um desafio. Precisamos de homens que sejam santos em seu proceder. Que sejam sólidos na Palavra, mas ao mesmo tempo tenham corações quebrantados, a ponto de perdoarem até mesmo os seus algozes.
2. Um homem de palavras irresistíveis - Um homem cheio de fé e do Espírito, cheio de graça e poder pode enfrentar os mais hostis inimigos e as mais duras perseguições. Estevão foi atacado não pelos pagãos, mas pelos religiosos do seu tempo (At 6.9). Esses inimigos de plantão discutiam com Estevão, mas não podiam sobrepor-se à sabedoria e ao Espírito com que ele falava (At 6.10). A sabedoria com que Estevão falava, não estava em seu refinado conhecimento intelectual nem mesmo em sua eloqüência, mas no apurado conhecimento bíblico, proclamado no poder do Espírito Santo. O sermão de Estevão registrado no capítulo 7 de Atos é o sermão com o maior número de citações bíblicas registrado na Bíblia. Estevão não era um escriba, um teólogo. Diríamos hoje que ele era um leigo. Mas suas palavras eram irresistíveis, porque estavam fundamentadas nas Escrituras. Precisamos de homens cheios do Espírito e cheios da Palavra. Precisamos de homens que tenham coragem de pregar a Palavra ainda que isto custe-lhe a própria vida.
3. Um homem de obras inegáveis - Estevão conjugava em sua vida palavras e obras, doutrina e piedade, conhecimento e poder. Suas palavras não eram vazias. Seu discurso não era teórico. Diz a Escritura: “Estevão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (At 6.8). Suas obras referendavam suas palavras. Sua vida era o fundamento do seu ministério. Os prodígios e grandes sinais que Estevão realizava entre o povo não eram, entretanto, a expressão de um poder inerente que possuía. O poder pertence a Deus. É Deus quem tem o poder. É Deus quem realiza os prodígios e grandes sinais por meio de seus servos. Estevão não era a fonte do poder de Deus, mas seu canal. Hoje, precisamos também de homens que tenham obras dignas de Deus. Homens que sejam instrumentos nas mãos de Deus para realizarem a obra de Deus, na dependência de Deus, para a glória de Deus. Estevão foi um homem cheio do Espírito na vida e também na hora da morte. Ele morreu como viveu. Seu exemplo transcende os séculos e desafia-nos ainda hoje a vivermos do modo digno de Deus.
Que os homens presbiterianos, à semelhança de Estevão, tenham vida irrepreensível, palavras irresistíveis e obras inegáveis.
Fonte: hernandesdiaslopes.com.br
1. Um homem de vida irrepreensível - A palavra que melhor descreve a vida de Estevão é plenitude. Ele foi um homem cheio de fé e do Espírito Santo (At 6.5). Ele foi um homem cheio de graça e poder (At 6.8). Ele foi um homem cheio da Palavra (At 7.2-53) e cheio de perdão (At 7.60). Hoje vemos homens cheios de conhecimento, cheios de bens, cheios de diplomas e cheios de compromissos, mas poucos homens vivem na plenitude do Espírito. Poucos conhecem o que significa ser cheios de fé. Escasseiam-se aqueles que são cheios de graça e poder. Há muitos que estão cheios de mágoas, mas poucos estão cheios de amor e perdão. A vida de Estevão constitui-se para nós não apenas um exemplo, mas também um desafio. Precisamos de homens que sejam santos em seu proceder. Que sejam sólidos na Palavra, mas ao mesmo tempo tenham corações quebrantados, a ponto de perdoarem até mesmo os seus algozes.
2. Um homem de palavras irresistíveis - Um homem cheio de fé e do Espírito, cheio de graça e poder pode enfrentar os mais hostis inimigos e as mais duras perseguições. Estevão foi atacado não pelos pagãos, mas pelos religiosos do seu tempo (At 6.9). Esses inimigos de plantão discutiam com Estevão, mas não podiam sobrepor-se à sabedoria e ao Espírito com que ele falava (At 6.10). A sabedoria com que Estevão falava, não estava em seu refinado conhecimento intelectual nem mesmo em sua eloqüência, mas no apurado conhecimento bíblico, proclamado no poder do Espírito Santo. O sermão de Estevão registrado no capítulo 7 de Atos é o sermão com o maior número de citações bíblicas registrado na Bíblia. Estevão não era um escriba, um teólogo. Diríamos hoje que ele era um leigo. Mas suas palavras eram irresistíveis, porque estavam fundamentadas nas Escrituras. Precisamos de homens cheios do Espírito e cheios da Palavra. Precisamos de homens que tenham coragem de pregar a Palavra ainda que isto custe-lhe a própria vida.
3. Um homem de obras inegáveis - Estevão conjugava em sua vida palavras e obras, doutrina e piedade, conhecimento e poder. Suas palavras não eram vazias. Seu discurso não era teórico. Diz a Escritura: “Estevão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (At 6.8). Suas obras referendavam suas palavras. Sua vida era o fundamento do seu ministério. Os prodígios e grandes sinais que Estevão realizava entre o povo não eram, entretanto, a expressão de um poder inerente que possuía. O poder pertence a Deus. É Deus quem tem o poder. É Deus quem realiza os prodígios e grandes sinais por meio de seus servos. Estevão não era a fonte do poder de Deus, mas seu canal. Hoje, precisamos também de homens que tenham obras dignas de Deus. Homens que sejam instrumentos nas mãos de Deus para realizarem a obra de Deus, na dependência de Deus, para a glória de Deus. Estevão foi um homem cheio do Espírito na vida e também na hora da morte. Ele morreu como viveu. Seu exemplo transcende os séculos e desafia-nos ainda hoje a vivermos do modo digno de Deus.
Que os homens presbiterianos, à semelhança de Estevão, tenham vida irrepreensível, palavras irresistíveis e obras inegáveis.
Fonte: hernandesdiaslopes.com.br
domingo, 8 de novembro de 2009
PROCURE O QUE FOI PERDIDO DENTRO DA SUA CASA
A parábola da dracma perdida faz parte do conjunto de parábolas que Jesus contou em Lucas 15 para ilustrar o amor de Deus pelos pecadores. Nas três parábolas, Deus busca o que estava perdido, encontra o que estava perdido e celebra com efusiva alegria a recuperação do que estava perdido.Voltaremos nossa atenção para a parábola da dracma perdida. Algumas lições merecem destaque:
1. A mulher perdeu algo de valor dentro de casa - Ela perdeu uma moeda de sua coleção. Das dez dracmas, a mulher perdeu uma e a perdeu dentro de casa. Mais importante do que valores são os relacionamentos. Mais precioso do que bens são as pessoas. Muitas vezes, por descuido, nós também, perdemos verdadeiros tesouros dentro de casa. Perdemos a comunicação, perdemos a alegria da comunhão, perdemos o acendrado amor com que devemos amar uns aos outros.
2. A mulher não se conformou com a perda - A mulher poderia ter se conformado com a perda da moeda. Afinal, ela ainda tinha nove delas guardadas em segurança. Mas, essa mulher não aceitou passivamente a perda. Ela não se conformou com a derrota. Ela não desistiu de recuperar a moeda perdida. Muitas vezes, nós somos descuidados em guardar os tesouros que temos e quando os perdemos somos vagarosos e até desanimados para procurar o que se perdeu. Conformamo-nos facilmente com a derrota como o sacerdote Eli. Preferimos desistir do casamento, dos relacionamentos, do que lutar para recuparar o que se perdeu.
3. A mulher acendeu a candeia para procurar o que havia perdido - As casas na Palestina não possuíam janelas. Eram ambientes escuros e ensombreados. Era impossível procurar algo perdido sem acender a candeia. Se queremos reencontrar o que perdemos dentro da nossa casa, precisamos de igual forma acender a candeia. A candeia é um símbolo da Palavra de Deus. Precisamos iluminar nossas mentes, nossos corações e nossos relacionamentos pela luz da Palavra se de fato queremos encontrar esses tesouros perdidos dentro da nossa casa.
4. A mulher varreu a casa para procurar o que se havia perdido - A mulher teve coragem de mexer e remover do lugar muita coisa. Ela teve iniciativa e esforço. Ela enfrentou o desconforto da desinstalação. Ela levantou muita poeira ao varrer cada canto da casa à procura do seu tesouro perdido. Se queremos a restituição desses tesouros perdidos dentro da nossa casa, precisamos de igual forma procurá-los diligentemente. Não podemos ser omissos nem acomodados. Não podemos ter medo de mexer em algumas coisas já sedimentadas. Não podemos ter medo de desconforto. Há muitos indivíduos que estoicamente desistem de procurar o que se perdeu em sua vida, em seu casamento, em sua família. Preferem encontrar justificativas para as perdas a investir tempo na busca do que se perdeu. Não devemos desistir jamais, pois o desconforto da busca não deve nos privar da alegria do encontro.
5. A mulher comemorou com grande alegria o encontro daquilo que estava perdido - A mulher perdeu a moeda no recesso do lar, sob as sombras do anonimato, mas ela celebrou o encontro da dracma publicamente sob os auspícios da luz. Nossas conquistas e bênçãos devem ser conhecidas e proclamadas. As outras pessoas devem conhecer nossas vitórias e participar das nossas alegrias. Há festa no céu quando um pecador se arrepende e quando o perdido é encontrado; também há alegria diante dos homens quando os tesouros que perdemos dentro da nossa casa são encontrados. É tempo de acendermos a candeia e pegarmos a vassoura. É tempo de procurarmos diligentemente aquilo que perdemos. É tempo de celebrarmos com os nossos irmãos as vitórias que vêm de Deus e a restituição das bênçãos de outrora!
Rev. Hernandes Dias Lopes
1. A mulher perdeu algo de valor dentro de casa - Ela perdeu uma moeda de sua coleção. Das dez dracmas, a mulher perdeu uma e a perdeu dentro de casa. Mais importante do que valores são os relacionamentos. Mais precioso do que bens são as pessoas. Muitas vezes, por descuido, nós também, perdemos verdadeiros tesouros dentro de casa. Perdemos a comunicação, perdemos a alegria da comunhão, perdemos o acendrado amor com que devemos amar uns aos outros.
2. A mulher não se conformou com a perda - A mulher poderia ter se conformado com a perda da moeda. Afinal, ela ainda tinha nove delas guardadas em segurança. Mas, essa mulher não aceitou passivamente a perda. Ela não se conformou com a derrota. Ela não desistiu de recuperar a moeda perdida. Muitas vezes, nós somos descuidados em guardar os tesouros que temos e quando os perdemos somos vagarosos e até desanimados para procurar o que se perdeu. Conformamo-nos facilmente com a derrota como o sacerdote Eli. Preferimos desistir do casamento, dos relacionamentos, do que lutar para recuparar o que se perdeu.
3. A mulher acendeu a candeia para procurar o que havia perdido - As casas na Palestina não possuíam janelas. Eram ambientes escuros e ensombreados. Era impossível procurar algo perdido sem acender a candeia. Se queremos reencontrar o que perdemos dentro da nossa casa, precisamos de igual forma acender a candeia. A candeia é um símbolo da Palavra de Deus. Precisamos iluminar nossas mentes, nossos corações e nossos relacionamentos pela luz da Palavra se de fato queremos encontrar esses tesouros perdidos dentro da nossa casa.
4. A mulher varreu a casa para procurar o que se havia perdido - A mulher teve coragem de mexer e remover do lugar muita coisa. Ela teve iniciativa e esforço. Ela enfrentou o desconforto da desinstalação. Ela levantou muita poeira ao varrer cada canto da casa à procura do seu tesouro perdido. Se queremos a restituição desses tesouros perdidos dentro da nossa casa, precisamos de igual forma procurá-los diligentemente. Não podemos ser omissos nem acomodados. Não podemos ter medo de mexer em algumas coisas já sedimentadas. Não podemos ter medo de desconforto. Há muitos indivíduos que estoicamente desistem de procurar o que se perdeu em sua vida, em seu casamento, em sua família. Preferem encontrar justificativas para as perdas a investir tempo na busca do que se perdeu. Não devemos desistir jamais, pois o desconforto da busca não deve nos privar da alegria do encontro.
5. A mulher comemorou com grande alegria o encontro daquilo que estava perdido - A mulher perdeu a moeda no recesso do lar, sob as sombras do anonimato, mas ela celebrou o encontro da dracma publicamente sob os auspícios da luz. Nossas conquistas e bênçãos devem ser conhecidas e proclamadas. As outras pessoas devem conhecer nossas vitórias e participar das nossas alegrias. Há festa no céu quando um pecador se arrepende e quando o perdido é encontrado; também há alegria diante dos homens quando os tesouros que perdemos dentro da nossa casa são encontrados. É tempo de acendermos a candeia e pegarmos a vassoura. É tempo de procurarmos diligentemente aquilo que perdemos. É tempo de celebrarmos com os nossos irmãos as vitórias que vêm de Deus e a restituição das bênçãos de outrora!
Rev. Hernandes Dias Lopes
sábado, 29 de agosto de 2009
ASHBEL GREEN SIMONTON, PIONEIRO DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL
A Igreja Presbiteriana do Brasil está celebrando neste ano o seu sesquicentenário. Hoje estamos presentes em todos os Estados da Federação e já temos mais de quatro mil igrejas com aproximadamente oitocentos mil membros. A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma igreja comprometida com a evangelização, a educação e a ação social. É um esteio do protestantismo pátrio. Vamos, agora, conhecer um pouco sobre o nosso missionário pioneiro, Ashbel Green Simonton. Ele foi um jovem idealista. Deixou os Estados Unidos nos tempos gloriosos de um grande reavivamento e veio para o Brasil em 1859 para plantar a Igreja Presbiteriana. Vejamos alguns aspectos de relevo em sua história:
1. Sua família - Foi o nono filho, o caçula, de uma família piedosa. Seu pai era presbítero, médico e político, tendo sido duas vezes eleito deputado para o Congresso Nacional. Simonton foi consagrado ao ministério da Palavra no batismo infantil.
2. Seu chamado para o ministério - No dia 14 de outubro de 1855, após ouvir um sermão do Dr. Charles Hodge sobre a tarefa da igreja, sentiu-se chamado para as missões. Fez o curso de teologia no seminário de Princeton, em New Jersey. Após concluí-lo, decidiu viajar para o Brasil. Quando alguém questinou o fato de ele se dedicar a um país ainda pobre e assolado por várias doenças endêmicas, ele respondeu: "A única segurança está na submissão à vontade e aos propósitos divinos. Sob a direção de Deus, o lugar de perigo é o lugar de segurança e, sem a sua presença, nenhum abrigo é seguro".
3. Seu casamento - Ao saber da enfermidade da mãe, Simonton deixou o Brasil e retornou aos Estados Unidos. Mas, ao chegar, ela já havia falecido. Simonton ficou então um ano em seu país de origem. Nesse tempo, casou-se com Helen Murdock. Após dois meses de casado, regressou ao Brasil. Em 19 de junho 1864, nove dias após nascer-lhe a filha Helen, sua adorável esposa morreu.
4. Seu trabalho - O jovem pioneiro deixou marcas profundas e indeléveis na história do presbiterianismo e da evangelização nacional:
a) organizou a escola dominical em 22 de abril de 1860 com cinco crianças, usando como livros textos: a Bíblia, o Catecismo e o Peregrino, de John Bunyan;
b) organizou a Primeira Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro em 12 de janeiro de 1862;
c) criou o primeiro jornal - A Imprensa Evangélica, em 5 de novembro de 1862;
d) organizou o primeiro presbitério, o Presbitério do Rio de Janeiro, em 17 de dezembro de 1865, quando foi ordenado ao sagrado ministério o ex-padre José Manoel da Conceição; e) criou o primeiro seminário teológico em 14 de maio de 1867.
5. Sua morte - Em 9 de dezembro de 1867, aos 34 anos de idade, morreu em São Paulo, de febre amarela, este heróico jovem desbravador. Sua irmã, esposa do Rev. Blackford, perguntou-lhe, em seus últimos lampejos de consciência: "O que será dos crentes e do trabalho que você está deixando?". Ele respondeu: "Deus levantará alguém para tomar o meu lugar. Ele fará o seu trabalho com os seus próprios instrumentos. Nós só podemos apoiar-nos nos braços eternos e estar quietos".
Rev. Hernandes Dias Lopes
1. Sua família - Foi o nono filho, o caçula, de uma família piedosa. Seu pai era presbítero, médico e político, tendo sido duas vezes eleito deputado para o Congresso Nacional. Simonton foi consagrado ao ministério da Palavra no batismo infantil.
2. Seu chamado para o ministério - No dia 14 de outubro de 1855, após ouvir um sermão do Dr. Charles Hodge sobre a tarefa da igreja, sentiu-se chamado para as missões. Fez o curso de teologia no seminário de Princeton, em New Jersey. Após concluí-lo, decidiu viajar para o Brasil. Quando alguém questinou o fato de ele se dedicar a um país ainda pobre e assolado por várias doenças endêmicas, ele respondeu: "A única segurança está na submissão à vontade e aos propósitos divinos. Sob a direção de Deus, o lugar de perigo é o lugar de segurança e, sem a sua presença, nenhum abrigo é seguro".
3. Seu casamento - Ao saber da enfermidade da mãe, Simonton deixou o Brasil e retornou aos Estados Unidos. Mas, ao chegar, ela já havia falecido. Simonton ficou então um ano em seu país de origem. Nesse tempo, casou-se com Helen Murdock. Após dois meses de casado, regressou ao Brasil. Em 19 de junho 1864, nove dias após nascer-lhe a filha Helen, sua adorável esposa morreu.
4. Seu trabalho - O jovem pioneiro deixou marcas profundas e indeléveis na história do presbiterianismo e da evangelização nacional:
a) organizou a escola dominical em 22 de abril de 1860 com cinco crianças, usando como livros textos: a Bíblia, o Catecismo e o Peregrino, de John Bunyan;
b) organizou a Primeira Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro em 12 de janeiro de 1862;
c) criou o primeiro jornal - A Imprensa Evangélica, em 5 de novembro de 1862;
d) organizou o primeiro presbitério, o Presbitério do Rio de Janeiro, em 17 de dezembro de 1865, quando foi ordenado ao sagrado ministério o ex-padre José Manoel da Conceição; e) criou o primeiro seminário teológico em 14 de maio de 1867.
5. Sua morte - Em 9 de dezembro de 1867, aos 34 anos de idade, morreu em São Paulo, de febre amarela, este heróico jovem desbravador. Sua irmã, esposa do Rev. Blackford, perguntou-lhe, em seus últimos lampejos de consciência: "O que será dos crentes e do trabalho que você está deixando?". Ele respondeu: "Deus levantará alguém para tomar o meu lugar. Ele fará o seu trabalho com os seus próprios instrumentos. Nós só podemos apoiar-nos nos braços eternos e estar quietos".
Rev. Hernandes Dias Lopes
Hugo Chavez proibe educação religiosa na Venezuela
VENEZUELA (*) - O Presidente da Venezuela Hugo Chavez assinou neste mês de Agosto uma nota que elimina a educação religiosa das escolas nacionais. A acusação parte do Cardeal Jorge Urosa Savino, Arcebispo de Caracas, capital do país Sul-americano. Os críticos do governo notam a rapidez do processo, aprovada na Assembleia Nacional e assinada na mesma semana, apontam a inconstitucionalidade e acusam o governo de não ter ouvido opiniões exteriores. A lei, dirigida a todos os estabelecimentos de ensino, públicos e privados, deixa a educação religiosa para as famílias. A nova legislação foi severamente questionada por sacerdotes, jornalistas, pais, professores, estudantes e políticos opositores do seu regime, por prever sanções contra meios de comunicação social, discriminar a favor do sistema de ensino como laico e permitir ao Estado doutrinar os alunos. “Hoje estamos aprovando, estamos promulgando a educação libertadora. Esta lei vai permitir dar um novo impulso e uma maior profundidade às mudanças revolucionárias”, disse Hugo Chávez na cerimônia de promulgação da Lei, obrigatoriamente transmitida em diretamente pelas televisões do país. “Vamos cumprir e fazer cumprir, a nova Lei. Morreu e descanse em paz a Lei de Educação anterior que foi feita pela burguesia”, disse. A lei agora aprovada obriga os meios de comunicação social públicos e privados a conceder espaços às instituições educativas e proíbe ações que incitem ao ódio e à propaganda nas escolas. A nova legislação prevê igualmente a obrigatoriedade da educação laica nas escolas e as funções do Estado venezuelano como docente. Os simpatizantes do regime do presidente Hugo Chávez argumentam que a nova lei permite democratizar a educação na Venezuela. Os opositores denunciam que alguns artigos remetem para normas não estabelecidas e o fato de a nova lei proibir que instituições públicas e privadas apóiem economicamente as escolas. Também foi criticada por alegadamente abrir o caminho para que o governo transforme as aulas em lugares de “doutrinamento socialista-marxista”. A Igreja venezuelana criticou também a nova lei apontando que a educação religiosa católica desaparece das escolas, ainda que os pais a desejem.
* Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo.
Fonte: Agencia Ecclesia
* Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo.
Fonte: Agencia Ecclesia
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
OS ATRIBUTOS DE UM PAI
INTRODUÇÃO
1. Hoje é o dia dos pais – Queremos parabenizar todos os pais da igreja e reconhecer o grande valor da sua vida, a importância do seu ministério no contexto da família, igreja e sociedade.2. A paternidade bem sucedida é um dos maiores sinais de vitória na vida de um homem – As pessoas mais felizes não são as mais famosas, mas aquelas que buscam a Deus em primeiro lugar e constroem uma familia piedosa.3. Onde os pais e os filhos estão em conflito, gera a maldição – Essa é a mensagem final do Antigo Testamento. Somente a conversão do coração dos pais aos filhos e dos filhos aos pais pode afastar da terra a maldição.4. A peternidade responsável é o mais sublime papel que um homem pode exercer – Grandes homens na Bíblia que ganharam notoriedade falharam como pais: Isaque, Eli, Samuel, Davi, Josafá. 5. Vejamos na descrição de Paulo os atributos de um pai:
I. O PAI É ALGUÉM QUE GERA OS FILHOS – v. 15- Paulo não era pai biológico dos crentes de Coritno, mas ele os havia gerado em Cristo. Ele era o pai espiritual deles. - Um pai pode ser adotivo e gerar os seus filhos no coração, por um amor deliberado.- O pai não gesta o filho, mas ele gera o filho. Mesmo os filhos adotivos são gerados no coração dos pais. O pai é aquele que transmite a sua vida para os filhos. Ele ama mais os filhos do que a si mesmo. Ele dá sua vida pelos filhos- O pai carrega os filhos no coração: ele vive os sonhos dos filhos, ele carrega os filhos nos braços, no bolso, na mente, na alma.- O pai é como o guerreiro que carrega a sua aljava, diz o salmista: o pai é aquele que carrega as flechas, lança as flechas para longe e lança-as no alvo certo.
II. O PAI É ALGUÉM QUE NÃO HUMILHA OS FILHOS – v. 14a- Um pai de verdade nunca expõe os filhos ao ridículo, não humilha os filhos perto dos outros, não diminui o valor dos filhos, não os critica negativamente, não achata sua auto-estima.- Precisamos aprender a falar dentro de casa: “Menino, você é um bagunceiro. Esse quarto está uma desordem”. É melhor falar: “Filho, esse quarto não está arrumado, você poderia colocá-lo em ordem”.- Muitos filhos vivem inseguros, porque sempre foram criticados pelos pais: os pais precisam temperar a disciplina com o elogio e o encorajamento. Precisamos apontar os erros, mas também valorizar as virtudes.- Ilustração: A mulher que queria se matar e disse para mim que ela era um problema.
III. O PAI É ALGUÉM QUE TEM CORAGEM PARA CONFRONTAR OS FILHOS – v. 14b- A admoestação é um sinal de amor. Muitos pais perdem os filhos porque não impoem a eles limites.- Outros pais amam mais os filhos do que a Deus, como Eli e os filhos crescem sem ser confrontados.- Outros pais são como Davi: amam os filhos e nunca quer vê-los contrariados, por isso deixa de confrontá-los. A consequência é dramática: Davi perdeu alguns de seus filhos por isso.- Outros pais são bonachões, porque eles mesmos não têm limites e por isso não sabem orientar e confrontar os filhos.- Os filhos precisam de limites. Os filhos precisam de pais que saibam dizer na hora certa e saibam dizer sim também na hora certa. Os filhos precisam de pais.
IV. O PAI É ALGUÉM QUE DÁ EXEMPLO – v. 16- A palavra que Paulo usou para exemplo é mimetai, de onde vem mímica. Os pais precisam ser modelo, exemplo para os filhos.- Os pais precisam ser o espelho dos filhos: mudo, limpo, reto e iluminado.- Os pais ensinam mais pelo exemplo do que pelas palavras. A palavra fala, o exemplo grita. O exemplo não é uma forma de ensinar, é a única.- Ilustração: A águia: 1) Põe o ninho dos filhotes nos lugares altos; 2) Voa sobre o ninho; 3) Tira a penugem do ninho; 4) Joga os filhos para fora do ninho; 5) Apanha o filho e o ensina a voar.
V. O PAI É ALGUÉM QUE DISCIPLINA OS FILHOS – v. 21- Quem ama disciplina. Só os bastardos não são disciplinados. A disciplina é um ator de amor. A disciplina é um ato preventivo. A disciplina é um ato interventivo de cura. É como tirar um tumor que está se formando.- Deus nos ama e nos disciplina. A Bíblia ensina: “Disciplina o teu filho enquanto é tempo”. Um filho indisciplinado é a vergonha do pai e o opróbrio da mãe. Quem disciplina os filhos, livra a alma deles do inferno.- A disciplina no momento não é motivo de tristeza, mas depois produz fruto pacífico de justiça. A família sem disciplina vira uma anarquia. Uma igreja sem disciplina não é uma verdadeira igreja.- A disciplina é um ato responsável.
VI. O PAI É ALGUÉM QUE DÁ CARINHO AOS FILHOS – v. 21b- Os pais precisam temperar a disiciplina com o afeto. Precisam aprender usar a vara e também beijar os filhos. Precisam chorar com eles, mas também celebrar com eles.- Os pais precisam ser pródigos nos elogios aos filhos.- Os pais precisam respeitar as diferenças dos filhos.- Os pais não podem comparar os filhos.- Os pais não podem gerar expectativas inatingíveis para os filhos: nunca se contentam: o filho tira 90 em matemática: e ele diz você nunca vai conseguir um 100!- Os pais precisam ter tempo para os filhos: presentes não substituem presença.- Os pais precisam manter o canal de comunicação aberto com os filhos e interessar-se pelos seus assuntos.- Os pais precisam aprender a colocar os filhos no colo e ministrar ao coração deles o afeto.- Paulo chama seus filhos na fé de amados (v. 14). Chama Timóteo de filho amado (v. 17).
VII. O PAI É ALGUÉM QUE SE ESFORÇA PARA ESTAR PERTO DOS FILIHOS – v. 19- O pai é alguém que gosta de estar perto dos filhos, que dá prioridade aos filhos, que tem tempo para os filhos.- O mercado global, materialista e consumista está exigindo mais do nosso dinheiro e do nosso tempo. As famílias estão colocando coisas no lugar de relacionamentos.- Os filhos pequenos pedem ajuda aos pais e eles dizem: não tenho tempo: mas o telefone toca e os pais correm para atender e gastam meia hora e logo os filhos descobrem que não têm com os pais o mesmo crédito que o telefone, televisão, amigos e trabalho.- Invista mais tempo na sua família. Invista mais tempo nos seus filhos. A sua herança não dinheiro, casa, apartamento e carro. Herança do Senhor são os filhos. Nenhum sucesso compensa o fracasso da sua família e a perda dos seus filhos.-
Ilustração: Jó dedicou o melhor da sua vida para Deus e para os seus filhos:
1) Ele investia no relacionamento dos filhos;
2) Ele orava diariamente pelos filhois;
3) Ele exortava constantemente seus filhos;
4) Ele ensinava seus filhos que a coisa mais importante na vida é glorificar a Deus.
CONCLUSÃO- Você tem sido um pai de verdade? O que você poderia mudar em sua vida, em seu relacionamento dentro do lar, em seu compromisso com Deus, em sua agenda para ser um pai melhor?- Você está disposto a investir o melhor do seu tempo, da sua vida, dos seus dons e talentos para abençoar sua casa, seus filhos?- Você tem tido o privilégio de gerar os seus filhos espiritualmente?
Rev. Hernandes Dias Lopes
1. Hoje é o dia dos pais – Queremos parabenizar todos os pais da igreja e reconhecer o grande valor da sua vida, a importância do seu ministério no contexto da família, igreja e sociedade.2. A paternidade bem sucedida é um dos maiores sinais de vitória na vida de um homem – As pessoas mais felizes não são as mais famosas, mas aquelas que buscam a Deus em primeiro lugar e constroem uma familia piedosa.3. Onde os pais e os filhos estão em conflito, gera a maldição – Essa é a mensagem final do Antigo Testamento. Somente a conversão do coração dos pais aos filhos e dos filhos aos pais pode afastar da terra a maldição.4. A peternidade responsável é o mais sublime papel que um homem pode exercer – Grandes homens na Bíblia que ganharam notoriedade falharam como pais: Isaque, Eli, Samuel, Davi, Josafá. 5. Vejamos na descrição de Paulo os atributos de um pai:
I. O PAI É ALGUÉM QUE GERA OS FILHOS – v. 15- Paulo não era pai biológico dos crentes de Coritno, mas ele os havia gerado em Cristo. Ele era o pai espiritual deles. - Um pai pode ser adotivo e gerar os seus filhos no coração, por um amor deliberado.- O pai não gesta o filho, mas ele gera o filho. Mesmo os filhos adotivos são gerados no coração dos pais. O pai é aquele que transmite a sua vida para os filhos. Ele ama mais os filhos do que a si mesmo. Ele dá sua vida pelos filhos- O pai carrega os filhos no coração: ele vive os sonhos dos filhos, ele carrega os filhos nos braços, no bolso, na mente, na alma.- O pai é como o guerreiro que carrega a sua aljava, diz o salmista: o pai é aquele que carrega as flechas, lança as flechas para longe e lança-as no alvo certo.
II. O PAI É ALGUÉM QUE NÃO HUMILHA OS FILHOS – v. 14a- Um pai de verdade nunca expõe os filhos ao ridículo, não humilha os filhos perto dos outros, não diminui o valor dos filhos, não os critica negativamente, não achata sua auto-estima.- Precisamos aprender a falar dentro de casa: “Menino, você é um bagunceiro. Esse quarto está uma desordem”. É melhor falar: “Filho, esse quarto não está arrumado, você poderia colocá-lo em ordem”.- Muitos filhos vivem inseguros, porque sempre foram criticados pelos pais: os pais precisam temperar a disciplina com o elogio e o encorajamento. Precisamos apontar os erros, mas também valorizar as virtudes.- Ilustração: A mulher que queria se matar e disse para mim que ela era um problema.
III. O PAI É ALGUÉM QUE TEM CORAGEM PARA CONFRONTAR OS FILHOS – v. 14b- A admoestação é um sinal de amor. Muitos pais perdem os filhos porque não impoem a eles limites.- Outros pais amam mais os filhos do que a Deus, como Eli e os filhos crescem sem ser confrontados.- Outros pais são como Davi: amam os filhos e nunca quer vê-los contrariados, por isso deixa de confrontá-los. A consequência é dramática: Davi perdeu alguns de seus filhos por isso.- Outros pais são bonachões, porque eles mesmos não têm limites e por isso não sabem orientar e confrontar os filhos.- Os filhos precisam de limites. Os filhos precisam de pais que saibam dizer na hora certa e saibam dizer sim também na hora certa. Os filhos precisam de pais.
IV. O PAI É ALGUÉM QUE DÁ EXEMPLO – v. 16- A palavra que Paulo usou para exemplo é mimetai, de onde vem mímica. Os pais precisam ser modelo, exemplo para os filhos.- Os pais precisam ser o espelho dos filhos: mudo, limpo, reto e iluminado.- Os pais ensinam mais pelo exemplo do que pelas palavras. A palavra fala, o exemplo grita. O exemplo não é uma forma de ensinar, é a única.- Ilustração: A águia: 1) Põe o ninho dos filhotes nos lugares altos; 2) Voa sobre o ninho; 3) Tira a penugem do ninho; 4) Joga os filhos para fora do ninho; 5) Apanha o filho e o ensina a voar.
V. O PAI É ALGUÉM QUE DISCIPLINA OS FILHOS – v. 21- Quem ama disciplina. Só os bastardos não são disciplinados. A disciplina é um ator de amor. A disciplina é um ato preventivo. A disciplina é um ato interventivo de cura. É como tirar um tumor que está se formando.- Deus nos ama e nos disciplina. A Bíblia ensina: “Disciplina o teu filho enquanto é tempo”. Um filho indisciplinado é a vergonha do pai e o opróbrio da mãe. Quem disciplina os filhos, livra a alma deles do inferno.- A disciplina no momento não é motivo de tristeza, mas depois produz fruto pacífico de justiça. A família sem disciplina vira uma anarquia. Uma igreja sem disciplina não é uma verdadeira igreja.- A disciplina é um ato responsável.
VI. O PAI É ALGUÉM QUE DÁ CARINHO AOS FILHOS – v. 21b- Os pais precisam temperar a disiciplina com o afeto. Precisam aprender usar a vara e também beijar os filhos. Precisam chorar com eles, mas também celebrar com eles.- Os pais precisam ser pródigos nos elogios aos filhos.- Os pais precisam respeitar as diferenças dos filhos.- Os pais não podem comparar os filhos.- Os pais não podem gerar expectativas inatingíveis para os filhos: nunca se contentam: o filho tira 90 em matemática: e ele diz você nunca vai conseguir um 100!- Os pais precisam ter tempo para os filhos: presentes não substituem presença.- Os pais precisam manter o canal de comunicação aberto com os filhos e interessar-se pelos seus assuntos.- Os pais precisam aprender a colocar os filhos no colo e ministrar ao coração deles o afeto.- Paulo chama seus filhos na fé de amados (v. 14). Chama Timóteo de filho amado (v. 17).
VII. O PAI É ALGUÉM QUE SE ESFORÇA PARA ESTAR PERTO DOS FILIHOS – v. 19- O pai é alguém que gosta de estar perto dos filhos, que dá prioridade aos filhos, que tem tempo para os filhos.- O mercado global, materialista e consumista está exigindo mais do nosso dinheiro e do nosso tempo. As famílias estão colocando coisas no lugar de relacionamentos.- Os filhos pequenos pedem ajuda aos pais e eles dizem: não tenho tempo: mas o telefone toca e os pais correm para atender e gastam meia hora e logo os filhos descobrem que não têm com os pais o mesmo crédito que o telefone, televisão, amigos e trabalho.- Invista mais tempo na sua família. Invista mais tempo nos seus filhos. A sua herança não dinheiro, casa, apartamento e carro. Herança do Senhor são os filhos. Nenhum sucesso compensa o fracasso da sua família e a perda dos seus filhos.-
Ilustração: Jó dedicou o melhor da sua vida para Deus e para os seus filhos:
1) Ele investia no relacionamento dos filhos;
2) Ele orava diariamente pelos filhois;
3) Ele exortava constantemente seus filhos;
4) Ele ensinava seus filhos que a coisa mais importante na vida é glorificar a Deus.
CONCLUSÃO- Você tem sido um pai de verdade? O que você poderia mudar em sua vida, em seu relacionamento dentro do lar, em seu compromisso com Deus, em sua agenda para ser um pai melhor?- Você está disposto a investir o melhor do seu tempo, da sua vida, dos seus dons e talentos para abençoar sua casa, seus filhos?- Você tem tido o privilégio de gerar os seus filhos espiritualmente?
Rev. Hernandes Dias Lopes
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