O perdão é a cura das memórias, a assepsia do coração, a faxina da alma. O perdão é uma necessidade vital e uma condição indispensável para termos uma vida em paz com Deus, com nós mesmos e com o próximo. Uma vez que somos falhos e pecadores, estamos sujeitos a erros. Por essa razão, temos motivos de queixas uns contra os outros. As pessoas nos decepcionam e nós decepcionamos as pessoas.
É impossível termos uma vida cristã saudável sem o exercício do perdão. Quem não perdoa não pode adorar a Deus nem mesmo trazer sua oferta ao altar. Quem não perdoa tem suas orações interrompidas e nem mesmo pode receber o perdão de Deus. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente. Quem não perdoa é entregue aos verdugos da consciência. O perdão, portanto, não é uma opção para o crente, mas uma necessidade imperativa.
O perdão é uma questão de bom senso. Quando nutrimos mágoa no coração, tornamo-nos escravos do ressentimento. A amargura alastra em nós suas raízes e produz dois frutos malditos: a perturbação e a contaminação. Uma pessoa magoada vive perturbada e ainda contamina as pessoas à sua volta. Quando guardamos algum ranço no coração e nutrimos mágoa por alguém, acabamos convivendo com essa pessoa de forma ininterrupta. Se vamos descansar, essa pessoa torna-se o nosso pesadelo. Se vamos nos assentar para tomar uma refeição, essa pessoa tira o nosso apetite. Se nosso propósito é sair de férias com a família, essa pessoa pega carona conosco e estraga as nossas férias. Por essa razão, perdoar não é apenas uma questão imperativa, mas, também, uma atitude de bom senso. O perdão alivia a bagagem, tira o fardo das costas e terapeutiza a alma.
Mas, o que é perdão? Perdão é alforriar o ofensor. Perdoar é não cobrar nem revidar a ofensa recebida. O perdão não exige justiça; exerce misericórdia. O perdão não faz registro das mágoas. Perdoar é lembrar sem sentir dor.
Até quando devemos perdoar? A Bíblia nos diz que devemos perdoar assim como Deus em Cristo nos perdoou. Devemos perdoar de forma ilimitada e incondicional. Devemos perdoar não apenas até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Por que devemos perdoar? Porque fomos perdoados por Deus. Os perdoados precisam ser perdoadores. No céu só entra aqueles que foram perdoados; e se não perdoarmos, não poderemos ser perdoados. Logo, todo crente em Cristo precisa praticar o perdão.
Quem deve tomar iniciativa no ato do perdão? Jesus disse que se nos lembrarmos que nosso irmão tem alguma coisa contra nós, devemos ir a ele. Não importa se somos o ofensor ou o ofendido. Sempre devemos tomar a iniciativa, e isso com humildade e espírito de mansidão. Precisamos entender que o tempo nem o silêncio são evidências de perdão. É preciso o confronto em amor. Há muitas pessoas doentes emocionalmente porque não liberam perdão. Há muitas pessoas fracas espiritualmente porque não têm a humildade de pedir e conceder perdão. Precisamos quebrar esses grilhões, a fim de vivermos a plenitude da liberdade cristã.
O perdão é a manifestação da graça de Deus em nós. Se nos afastarmos de Deus, nosso coração torna-se insensível. Porém, se nos aproximarmos de Deus, ele mesmo nos move e nos capacita a perdoar assim como ele em Cristo nos perdoou.
Rev. Hernandes Dias Lopes
"Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim." (João 5.39)
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Fazendo um check-up da alma
O Salmo 126 descreve o passado, o presente e o futuro. O salmista olha para o passado com gratidão pelo livramento recebido (v. 1-3); olha para o presente com um profundo senso de carência da intervenção divina (v. 4) e olha para o futuro com ardente expectativa de abundantes colheitas (v. 5,6).
O Salmo 126 faz uma verdadeira diagnose da vida, um check-up da alma, uma avaliação profunda da caminhada. Vamos observar essa tri-dimensão apontada pelo salmista, buscando uma aplicação oportuna para os nossos dias.
1. Olhando para o passado com gratidão (v. 1-3)
Jerusalém havia sido cercada, invadida, saqueada e ferida pelos caldeus. Nabucodonosor impiedosamente feriu à espada homens, mulheres e crianças. Muitos, entrincheirados, morreram de fome e sede antes de serem esmagados pela truculência babilônica. O povo hebreu foi arrastado como um bando de animais para a Babilônia dos ídolos e da feitiçaria. Setenta anos se passaram e Deus abriu-lhes a porta da prisão, quebrou-lhes os grilhões de ferro, e eles voltaram para a sua terra, reconstruíram o templo, resgataram seus sonhos e continuaram servindo ao Deus vivo.
A libertação milagrosa do povo hebreu do cativeiro babilônico foi uma intervenção portentosa de Deus além das expectativas do povo (v. 1), um testemunho entre as nações (v. 2) e um motivo de grandiosa e exultante alegria (v. 3). De igual modo, quando olhamos para o passado, contemplamos também a obra libertadora de Deus em nossa vida. Ele nos libertou do império das trevas. Ele quebrou os grilhões do pecado que nos mantinha cativos. Ele decretou a nossa alforria e a nossa libertação. Hoje somos livres para servirmos ao Senhor.
2. Olhando para o presente com clamor (v. 4)
O Salmista celebra o passado, mas roga a intervenção divina no presente. As vitórias de ontem não servem para nos conduzir em triunfo hoje. A vida do povo estava árida como o deserto do Neguev. A sequidão havia tomado conta do mesmo povo que estava exultante no passado.
O Salmista não se acomoda; ele clama por intervenção divina. Ele sabe que a crise não é final. Ele sabe que Deus ainda pode intervir. Ele sabe que só Deus pode reverter a situação. Ele sabe que Deus pode fazer o deserto florescer. Ele sabe que rios caudalosos podem rasgar as entranhas do deserto e onde a morte mostrava sua carranca surgir um belo cenário de vida. Por isso ele ora e clama, dizendo: “Restaura Senhor, a nossa sorte, como as torrentes do Neguev”. Hoje, ainda, Deus pode fazer o deserto florescer. A sequidão espiritual pode acabar. Rios de água viva podem fluir do seu interior. Sua vida pode reverdecer e frutificar para a glória de Deus. Um avivamento glorioso pode visitar sua alma e fazer de você um jardim engrinaldado de flores e um pomar de deliciosos frutos para Deus.
3. Olhando para o futuro com expectativa (v. 5,6)
O Salmista não pensa numa vida abundante apenas para si mesmo, ele quer ser um semeador. Ele está disposto a sair ainda que com lágrimas semeando a boa semente. A semeadura exige esforço e determinação. O semeador precisa sair e andar. Muitas vezes o semeador rega o solo com suas próprias lágrimas. Mas, não há semeadura sem colheita nem lágrimas sem júbilo nessa bendita empreitada. A semeadura é com lágrimas, mas a colheita é certa e com júbilo.
Ainda hoje é tempo de semear. Temos a boa semente e o campo já está preparado para recebê-la. Você é um semeador. Lance essa semente nos corações e prepare-se para uma colheita abundante e jubilosa!
Rev. Hernandes Dias Lopes
O Salmo 126 faz uma verdadeira diagnose da vida, um check-up da alma, uma avaliação profunda da caminhada. Vamos observar essa tri-dimensão apontada pelo salmista, buscando uma aplicação oportuna para os nossos dias.
1. Olhando para o passado com gratidão (v. 1-3)
Jerusalém havia sido cercada, invadida, saqueada e ferida pelos caldeus. Nabucodonosor impiedosamente feriu à espada homens, mulheres e crianças. Muitos, entrincheirados, morreram de fome e sede antes de serem esmagados pela truculência babilônica. O povo hebreu foi arrastado como um bando de animais para a Babilônia dos ídolos e da feitiçaria. Setenta anos se passaram e Deus abriu-lhes a porta da prisão, quebrou-lhes os grilhões de ferro, e eles voltaram para a sua terra, reconstruíram o templo, resgataram seus sonhos e continuaram servindo ao Deus vivo.
A libertação milagrosa do povo hebreu do cativeiro babilônico foi uma intervenção portentosa de Deus além das expectativas do povo (v. 1), um testemunho entre as nações (v. 2) e um motivo de grandiosa e exultante alegria (v. 3). De igual modo, quando olhamos para o passado, contemplamos também a obra libertadora de Deus em nossa vida. Ele nos libertou do império das trevas. Ele quebrou os grilhões do pecado que nos mantinha cativos. Ele decretou a nossa alforria e a nossa libertação. Hoje somos livres para servirmos ao Senhor.
2. Olhando para o presente com clamor (v. 4)
O Salmista celebra o passado, mas roga a intervenção divina no presente. As vitórias de ontem não servem para nos conduzir em triunfo hoje. A vida do povo estava árida como o deserto do Neguev. A sequidão havia tomado conta do mesmo povo que estava exultante no passado.
O Salmista não se acomoda; ele clama por intervenção divina. Ele sabe que a crise não é final. Ele sabe que Deus ainda pode intervir. Ele sabe que só Deus pode reverter a situação. Ele sabe que Deus pode fazer o deserto florescer. Ele sabe que rios caudalosos podem rasgar as entranhas do deserto e onde a morte mostrava sua carranca surgir um belo cenário de vida. Por isso ele ora e clama, dizendo: “Restaura Senhor, a nossa sorte, como as torrentes do Neguev”. Hoje, ainda, Deus pode fazer o deserto florescer. A sequidão espiritual pode acabar. Rios de água viva podem fluir do seu interior. Sua vida pode reverdecer e frutificar para a glória de Deus. Um avivamento glorioso pode visitar sua alma e fazer de você um jardim engrinaldado de flores e um pomar de deliciosos frutos para Deus.
3. Olhando para o futuro com expectativa (v. 5,6)
O Salmista não pensa numa vida abundante apenas para si mesmo, ele quer ser um semeador. Ele está disposto a sair ainda que com lágrimas semeando a boa semente. A semeadura exige esforço e determinação. O semeador precisa sair e andar. Muitas vezes o semeador rega o solo com suas próprias lágrimas. Mas, não há semeadura sem colheita nem lágrimas sem júbilo nessa bendita empreitada. A semeadura é com lágrimas, mas a colheita é certa e com júbilo.
Ainda hoje é tempo de semear. Temos a boa semente e o campo já está preparado para recebê-la. Você é um semeador. Lance essa semente nos corações e prepare-se para uma colheita abundante e jubilosa!
Rev. Hernandes Dias Lopes
Bebida Alcoólica é conveniente ?
A sociedade é bombardeada diariamente por intensas campanhas publicitárias, visando aumentar o número dos consumidores de bebidas alcoólicas. Os comerciais veiculados na TV, transmitem uma idéia de sucesso, pregam que serão felizes nos relacionamentos amorosos, interpessoais (muitos amigos) e vitoriosos nas práticas esportivas, entre outras inverdades. É notório o êxito das campanhas promovidas pelos produtores de bebidas; o crescimento dos consumidores é vertiginoso, inclusive, entre os adolescentes e jovens. O álcool é uma droga lícita (tal qual o cigarro) dotada de grande poder destrutivo, os males produzidos pelo seu consumo englobam, desde a deterioração da saúde à destruição da personalidade e dignidade do homem.
Pela constatação dos resultados negativos da ingestão de bebida alcoólica, conclui-se que é uma idéia concebida pelo diabo, a fim de aprisionar o homem ao pecado, destruindo-lhe a dignidade e o amor próprio.
“... Só vem para roubar, matar e destruir...” Jo 10.10a
A mensagem principal do Senhor Jesus é a vida e a sua preservação em santidade e pureza.
”... Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” Jo 10.10b
É comum encontrarmos dentro das igrejas, vidas que anseiam por uma latinha de cerveja ou uma dose de whisky, estas, não vigiaram devidamente e foram influenciadas pela astuta mensagem do inimigo; preferem satisfazerem à carne e sua “sede” a ouvir a voz do Espírito Santo, que misericordiosamente se materializa na instrumentalidade dos irmãos. A palavra dita por Deus a Ezequiel se aplicam muito bem a eles, veja:
“Os filhos são de duro semblante e obstinados de coração; eu te envio a eles, e lhes dirás: Assim diz o SENHOR Deus. Eles, quer ouçam quer deixem de ouvir, porque são casa rebelde, hão de saber que esteve no meio deles um profeta.” Ez 2:4,5
O Senhor Deus também fala com profundidade em Sua Palavra sobre a ingestão de bebidas alcoólicas, desaconselhando o seu consumo.
a) Proibida
Ef 5.18 "Não se embriaguem, pois a bebida levará vocês à desgraça; mas encham-se do Espírito de Deus."
Lc 21.34 "E Jesus terminou, dizendo: —Fiquem alertas! Não deixem que as festas, ou as bebedeiras..."
b) Obra da Carne.
Gl 5.21 "invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam."
c) Uma Vergonha, humilhação ao servo.
Is 28.7,7 “ Mas há outros que também andam tontos por terem bebido muito vinho, que não podem ficar de pé por causa das bebidas: são os sacerdotes e os profetas, que vivem embriagados e tontos. Os profetas, quando recebem visões de Deus, estão bêbados, e os sacerdotes também, quando julgam os casos no tribunal. As suas mesas estão cobertas de vômito, não há um só lugar que esteja limpo.
Pv 20.1 "Quem bebe demais fica barulhento e caçoa dos outros; o escravo da bebida nunca será sábio."
d) É indecente ao servo
Rm 13.13 "Vivamos decentemente, como pessoas que vivem na luz do dia. Nada de farras ou bebedeiras..."
e) Destituídos do Reino de Deus
1Co 6.10 "os ladrões, os avarentos, os bêbados... não terão parte no Reino de Deus."
f) Os beberrões não são companhias dignas
Pv 23.20 "Não ande com gente que bebe demais, nem com quem come demais."
g) Serão castigados.
Is 5.11 "Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice e continuam até alta noite, até que o vinho os esquenta!"
Que me resta dizer?
A Palavra do Senhor é clara e não deixa margem para as dúvidas.
É pecado!
O consumo esporádico de vinho é correto?
O vinho era uma bebida tradicional na cultura dos judeus. Sua primeira menção faz referência a Noé (Gn 9.20-21). O próprio Jesus iniciou seus milagres, transformando água em vinho (Jo 2.1-11). Na primeira Ceia, representava o sangue de Cristo (Mt 26.27,29) e assim deve ser hoje em nossos dias, infelizmente, muitos usam o suco de uva para tão magnífica celebração.
O uso tão freqüente do vinho pelos judeus antigos, não nos habilita a imitá-los, hoje vivemos numa cultura na qual o consumo de bebida alcoólica não é vista como edificante.
Eu acredito que a ingestão de vinho esporadicamente não seja pecado; mas, alguns aspectos precisam ser analisados, por exemplo: a conveniência; saúde; passado ligado ao alcoolismo, etc.
Quando somos sensíveis ao Espírito Santo, Ele nos direciona, testificando em nosso coração a necessidade de tomarmos ou não vinho.
Esta atitude vai edificar a minha vida?
Vou edificar o próximo?
Qual a resposta?
Seja abençoado!
Elias R. de Oliveira
Fonte:www.vivos.com.br
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Tradução da Bíblia
A grande maioria dos evangélicos do Brasil associa o nome de João Ferreira de Almeida às Escrituras Sagradas. Afinal, é ele o autor (ainda que não o único) da tradução da Bíblia mais usada e apreciada pelos protestantes brasileiros. Disponível aqui em duas versões publicadas pela Sociedade Bíblica do Brasil — a Edição Revista e Corrigida e a Edição Revista e Atualizada — a tradução de Almeida é a preferida de mais de 60% dos leitores evangélicos das Escrituras no País.
Se a tradução de Almeida é largamente conhecida, o mesmo não se pode dizer a respeito do autor. Pouco, ou quase nada, se tem falado e escrito a respeito dele. Almeida nasceu por volta de 1628, em Torre de Tavares, Portugal, e morreu em 1691, na cidade de Batávia (atual ilha de Java, Indonésia). O que se conhece da vida de Almeida está registrado na “Dedicatória” de um de seus livros e nas atas dos presbitérios de Igrejas Reformadas (calvinistas) do Sudeste da Ásia, para as quais trabalhou como pastor, missionário e tradutor, durante a segunda metade do século XVII.
Tradutor aos 16 anos
Segundo registros daquela época, em 1642, aos 14 anos, João Ferreira de Almeida teria deixado Portugal para viver em Málaca (Malásia). Ele havia ingressado no protestantismo, vindo do catolicismo, e transferia-se com o objetivo de trabalhar na Igreja Reformada Holandesa daquele local.
Dois anos depois, por iniciativa pessoal, Almeida começou a traduzir para o português uma parte dos Evangelhos e das Cartas do Novo Testamento. A tradução, feita do espanhol, foi terminada em 1645, mas nunca foi publicada. Entretanto, o tradutor fez cópias à mão desse seu trabalho, as quais foram mandadas para as congregações de Málaca, Batávia e Ceilão (hoje Sri Lanka).
No tempo de Almeida, o idioma português era o mais falado em partes da Índia e do Sudeste da Ásia. Acredita-se, no entanto, que o português empregado por Almeida tanto em pregações como na tradução da Bíblia fosse bastante erudito e, portanto, de difícil compreensão para a maioria do povo. Essa impressão é reforçada por uma declaração dada por ele em Batávia, quando se propôs a traduzir alguns sermões “para a língua portuguesa adulterada, conhecida desta congregação”.
Pastor no Sudeste da Ásia
O tradutor permaneceu em Málaca até 1651, quando se transferiu para Batávia. Depois de passar por um exame preparatório e de ter sido aceito como candidato ao pastorado, Almeida acumulou novas tarefas: dava aulas de português a pastores, traduzia livros e ensinava catecismo a professores de escolas primárias. Em 1656, ordenado pastor, foi indicado para o Presbitério do Ceilão.
Ao que tudo indica, esse foi o período mais agitado da vida do tradutor. Durante o pastorado em Galle (Sul do Ceilão), Almeida assumiu uma posição tão forte contra o que ele chamava de “superstições papistas”, que o governo local resolveu apresentar uma queixa a seu respeito ao governo de Batávia (provavelmente por volta de 1657). Entre 1658 e 1661, época em que foi pastor em Colombo, ele voltou a enfrentar problemas com o governo, o qual tentou, sem sucesso, impedi-lo de pregar em português.
A passagem de Almeida por Tuticorin (Sul da Índia), onde foi pastor por cerca de um ano, também parece não ter sido das mais tranquilas. Tribos da região negaram-se a ser batizadas ou ter seus casamentos abençoados por ele. Tudo indica que isso aconteceu porque a Inquisição havia ordenado que um retrato de Almeida fosse queimado numa praça pública em Goa.
Foi também durante a estada no Ceilão que, provavelmente, o tradutor conheceu a mulher com a qual viria a se casar. Vinda do catolicismo romano para o protestantismo, como ele, chamava-se Lucretia Valcoa de Lemmes (ou Lucrécia de Lemos). Mais tarde, a família completou-se, com o nascimento de um menino e de uma menina.
Pastor e tradutor em Batávia
A partir de 1663 (dos 35 anos de idade em diante, portanto), Almeida trabalhou na congregação de fala portuguesa da cidade de Batávia, onde ficou até o final da vida, em 1691. Nesta nova fase, teve uma intensa atividade como pastor. Ao mesmo tempo, retomou o trabalho de tradução da Bíblia, iniciado na juventude. Foi somente então que passou a dominar a língua holandesa e a estudar grego e hebraico. Em 1676, Almeida comunicou ao presbitério que o Novo Testamento estava pronto. Aí começou a batalha do tradutor para ver o texto publicado — ele sabia que o presbitério não recomendaria a impressão do trabalho sem que fosse aprovado por revisores indicados pelo próprio presbitério. E também que, sem essa recomendação, não conseguiria outras permissões indispensáveis para que o fato se concretizasse: a do Governo de Batávia e a da Companhia das Índias Orientais, na Holanda.
Um fato curioso é que, em alguns escritos, e até mesmo na folha de rosto de suas Bíblias, Almeida aparece com o título de padre. Alguns até já sugeriram que pudesse ter sido membro da Companhia de Jesus. No entanto, esse título era usado também pelos pastores protestantes nas Índias Orientais, naquele tempo. Assim, onde se lê “padre” deve-se entender “pastor”.
A publicação do Novo Testamento português
Escolhidos os revisores, o trabalho começou e foi sendo desenvolvido vagarosamente. Quatro anos depois, irritado com a demora, Almeida resolveu não esperar mais — mandou o manuscrito para a Holanda por conta própria, para ser impresso lá. Mas o presbitério conseguiu fazer com que a impressão fosse interrompida. Passados alguns meses, depois de algumas discussões, quando o tradutor parecia estar quase desistindo de apressar a publicação de seu texto, cartas vindas da Holanda trouxeram a notícia de que o manuscrito havia sido revisado e estava sendo impresso naquele país.
Em 1681, a primeira edição do Novo Testamento de Almeida finalmente saiu da gráfica. A impressão foi feita em Amsterdã, na Holanda, na tipografia da viúva J. V. Zomeren. O título era este: “O Novo Testamento Isto he o Novo Concerto de Nosso Fiel Senhor e Redemptor Iesu Christo traduzido na Língua Portuguesa”. Um ano depois, essa edição do Novo Testamento chegou a Batávia, mas apresentava erros de tradução e revisão. O fato foi comunicado às autoridades da Holanda e todos os exemplares que ainda não haviam saído de lá foram destruídos, por ordem da Companhia das Índias Orientais. As autoridades Holandesas determinaram que se fizesse o mesmo com os volumes que já estavam em Batávia. Pediram também que se começasse, o mais rápido possível, uma nova e cuidadosa revisão do texto.
Apesar das ordens recebidas da Holanda, nem todos os exemplares recebidos em Batávia foram destruídos. Alguns deles foram corrigidos à mão e enviados às congregações da região (um desses volumes pode ser visto hoje no Museu Britânico, em Londres). O trabalho de revisão e correção do Novo Testamento foi iniciado e demorou dez longos anos para ser terminado. Somente após a morte de Almeida, em 1693, é que essa segunda versão foi impressa, na própria Batávia, onde também foi distribuída. A terceira edição viria a ser publicada em 1712.
A tradução do Antigo Testamento
Enquanto progredia a revisão do Novo Testamento, Almeida começou a traduzir o Antigo Testamento. Em 1683, ele completou a tradução do Pentateuco. Iniciou-se, então, a revisão desse texto, e a situação que havia acontecido na época da revisão do Novo Testamento, com muita demora e discussão, acabou se repetindo. Já com a saúde prejudicada—pelo menos desde 1670, segundo os registros —, Almeida teve sua carga de trabalho na congregação diminuída e pôde dedicar mais tempo à tradução. Mesmo assim, não conseguiu acabar a obra à qual havia dedicado a vida inteira. Em 1691, no mês de outubro, Almeida veio a falecer. Nessa ocasião, ele havia chegado até Ezequiel 48.21. A tradução do Antigo Testamento foi completada em 1694 por Jacobus op den Akker, pastor holandês. O texto do Antigo Testamento completo só viria a ser impresso em 1751. A Bíblia completa em um único volume só foi publicada em 1819.
O processo de tradução
Pouco ou nada se sabe a respeito de como Almeida traduziu a Bíblia. As atas da Igreja Reformada em Batávia dão atenção a problemas administrativos como impressão, distribuição e discussão com autoridades, mas pouco ou nada informam sobre a tradução ou outras questões relacionadas com o texto. Para o Novo Testamento, o único texto disponível naquele momento era o assim chamado “texto recebido”. A edição mais recente desse texto era a segunda edição publicada pelos irmãos Elzevir, em 1633, o que não significa que Almeida se valeu exatamente desta edição. Além do original, Almeida teve acesso a outras traduções, como a espanhola, a francesa e a italiana. No Prefácio da obra “Diferença da Cristandade”, traduzida por Almeida do espanhol para o português, em 1684, diante da falta de uma Bíblia Portuguesa completa, Almeida remete o leitor à versão espanhola da Sagrada Escritura. Sua intenção era, como ele mesmo diz, “dar-vos assim em breve toda a Escritura Sagrada em vossa própria língua. Que é a maior dádiva, e o mais precioso tesouro, que nunca ninguém, que eu saiba, até o presente vos tenha dado”.
Como o texto de Almeida chegou pela primeira vez ao Brasil
Ao que tudo indica, o texto da Bíblia de Almeida chegou ao Brasil pela primeira vez em 1712, ainda que de forma acidental. Uma remessa de 150 exemplares do Evangelho de Mateus (edições com mais de mil exemplares eram raras naquele tempo!), impressa em Amsterdã e destinada ao povo de fala portuguesa das Índias Ocidentais, acabou aportando no Brasil. Acontece que o navio foi interceptado pelos franceses e conduzido a um porto brasileiro, no Rio de Janeiro ou em Salvador. Não se sabe quem ficou com as cópias do Evangelho de Mateus. Posteriormente, a Bíblia de Almeida passou a ser distribuída no Brasil pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira.
As revisões do texto de Almeida
A tradução do Novo Testamento feita por Almeida foi revisada antes de ser publicada em 1681 e, quando o texto foi publicado, já necessitava de imediata revisão. Depois, em meados do século XVIII, ainda na ilha de Java, foi feita uma revisão do texto de toda a Bíblia. A segunda grande revisão, chamada de “revisão de Londres”, foi feita cem anos mais tarde, entre 1869 e 1875. Vinte anos depois, em 1894, ainda em Londres, o mesmo texto foi corrigido quanto à ortografia e alguns termos obsoletos foram substituídos. A edição de 1898, feita em Lisboa, viria a ser conhecida como Almeida Revista e Corrigida. Ao longo dos anos, essa edição vem sofrendo atualização gráfica e pequenos retoques no que diz respeito a termos arcaicos e palavras que mudaram de significado. A mais recente dessas revisões foi feita, no Brasil, em 1995.
A atualização de Almeida no Brasil
Em 1943, a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira juntamente com a Sociedade Bíblica América, que atuavam no Brasil naquele tempo, decidiram preparar e publicar uma revisão da tradução de Almeida. Essa revisão, que, a partir de 1948, passou aos cuidados da Sociedade Bíblica do Brasil, viria a ser conhecida como a Almeida Revista e Atualizada. Dela participaram biblistas e vernaculistas de renome, membros das mais diversas denominações evangélicas presentes no Brasil naquela época. A revisão do Novo Testamento foi publicada em 1952. A revisão do Antigo Testamento foi concluída em menos tempo, em 1956, porque uma pequena comissão se dedicou a essa tarefa em regime de tempo integral. A Bíblia toda só foi publicada em 1959. Uma segunda edição de Almeida Revista e Atualizada foi publicada, no Brasil, em 1993.
A base textual do Novo Testamento em Almeida Revista e Atualizada
Uma das diferenças entre as edições Revista e Atualizada e Revista e Corrigida diz respeito ao texto grego adotado como base para a tradução do Novo Testamento. No século XVII, Almeida dispunha somente do assim chamado “texto recebido” (textus receptus), que tem sua origem no Novo Testamento Grego editado por Erasmo de Roterdã, em 1516, e baseado em alguns poucos manuscritos gregos copiados durante a Idade Média. Não há nenhum mérito ou valor especial nessa “decisão” tomada por Almeida. A rigor, não houve decisão nenhuma da parte dele. Ele não tinha escolha, pois o “texto recebido” era o único texto disponível naquele tempo. Durante os séculos 19 e 20, entretanto, foram descobertos manuscritos gregos mais antigos, muitos deles copiados no quarto século d.C. e até mesmo antes disso.
A partir desses manuscritos, que estão mais próximos do tempo dos evangelistas e apóstolos, passaram a ser publicadas edições do Novo Testamento chamadas de “edições críticas”. O termo “crítico” indica que essas edições permitem que se faça a crítica textual, ou seja, a comparação entre o texto que se considera original e as variantes ou alternativas textuais (inclusive as do textus receptus), que aparecem ao pé da página. Para a edição Revista e Atualizada, decidiu-se traduzir o melhor texto grego disponível naquele momento, que era a 16ª edição do Novo Testamento Grego editado por Erwin Nestle. Esse Novo Testamento Grego, é bom que se registre, foi sendo reimpresso sem alterações até o surgimento da 26ª edição, em 1979.
Uma das diferenças entre o texto crítico e o “texto recebido” diz respeito à extensão do texto. Com o passar do tempo, à medida que se faziam novas cópias do texto grego, anotações colocadas à margem dos manuscritos começaram a ser incorporadas no próprio texto, como se pode verificar a partir de uma comparação com manuscritos mais antigos, que não trazem esses acréscimos. O “texto recebido” reflete essas tendências expansionistas. O texto crítico, por sua vez, por seguir os manuscritos mais antigos, é um texto mais breve, em determinadas passagens. Visto que a edição Revista e Atualizada se baseia numa edição crítica, esses acréscimos, típicos do “texto recebido”, deveriam ter sido tirados na tradução. No entanto, em respeito a Almeida, o tradutor, e ao leitor familiarizado com esses textos, eles foram mantidos, só que entre colchetes, como se pode verificar em Mt 5.22, 6.13, etc. Os colchetes indicam que o texto que eles contêm consta da tradução de Almeida, feita no século XVII, mas não faz mais parte do texto grego do Novo Testamento que hoje é considerado original.
Outras diferenças entre a Revista e Atualizada e a Revista e Corrigida
Além desta diferença quanto à base textual, a edição Revista e Atualizada se caracteriza pelas seguintes modificações em relação ao Almeida antigo, ou, então, a edição Revista e Corrigida: 1. Foram eliminados cerca de dois mil tipos de cacófatos ou desagrados cacofônicos, como “tatu” (“volta tu também”, Rt 1.15), “alice” (“e todo o Israel ali se achou”, Ed 8.25), etc. Nessa mesma linha, para evitar um mal entendido (“avós”), passou-se a usar, em certos contextos, a locução “a vós outros”. 2. O nome de Deus (“Javé”), no Antigo Testamento, foi traduzido por SENHOR e impresso em versalete, isto é, com letras maiúsculas. 3. A primeira letra da palavra que inicia um parágrafo foi impressa em negrito. 4. Os textos poéticos, como, por exemplo, Salmos, passaram a ser impressos como poesia. De modo geral, Almeida Revista e Atualizada difere de edições anteriores em aproximadamente trinta por cento do texto.
Almeida e as Bíblias de Estudo
A tradução de Almeida é o texto base de várias Bíblias de Estudo, inclusive desta Bíblia de Estudo Almeida. As notas, é claro, não foram escritas por João Ferreira de Almeida. Entretanto, adicionar notas ao texto da tradução de Almeida condiz com o projeto original do século XVII. Na primeira edição no Novo Testamento, de 1681, aparecem esboços dos capítulos bem como notas marginais, que fornecem alternativas de tradução. Em Mateus 2, por exemplo, aparece o seguinte esboço, impresso em itálico (com grafia atualizada, na citação que segue):
1 Os Magos vêm do Oriente a Jerusalém. 2 Perguntam acerca do rei nascido dos judeus. 4 A quem, sendo bem informados acerca do lugar de seu nascimento em Belém, acharam e adoraram. 12 Tornam-se para sua terra. 13 José tomando o menino foge ao Egito. 16 Herodes manda matar os meninos. 19 Se torna José à Judéia. 22 Mas receando a Arquelau, foi-se para Galiléia, e habita em Nazaré.
Quanto às alternativas de tradução, em Mt 2.1, por exemplo, aparece à margem, em referência à palavra “magos”, a seguinte nota: Ou, sábios. Na segunda edição do Novo Testamento, de 1693, foram adicionadas referências cruzadas e não aparecem mais as variantes de tradução.
Entretanto, essa tradição de incluir esboços e notas foi interrompida posteriormente. Com certeza isso se deveu, em grande parte, à prática adotada pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, fundada em 1804, de “encorajar a mais ampla distribuição das Escrituras Sagradas, sem notas e sem comentários”. Porém, em meados do século XX, essa tendência passou a ser revertida, e as Sociedades Bíblicas Unidas, entre elas a Sociedade Bíblica do Brasil, passaram a publicar Bíblias com notas, destacando-se entre elas as Bíblias de Estudo. Em Bíblias de Estudo cujas notas são de responsabilidade exclusiva da Sociedade Bíblica, mantém-se o propósito de não entrar na discussão de doutrinas específicas desta ou daquela denominação cristã. O melhor exemplo disso é a Bíblia de Estudo Almeida.
Fonte:www.sbb.org.br
Se a tradução de Almeida é largamente conhecida, o mesmo não se pode dizer a respeito do autor. Pouco, ou quase nada, se tem falado e escrito a respeito dele. Almeida nasceu por volta de 1628, em Torre de Tavares, Portugal, e morreu em 1691, na cidade de Batávia (atual ilha de Java, Indonésia). O que se conhece da vida de Almeida está registrado na “Dedicatória” de um de seus livros e nas atas dos presbitérios de Igrejas Reformadas (calvinistas) do Sudeste da Ásia, para as quais trabalhou como pastor, missionário e tradutor, durante a segunda metade do século XVII.
Tradutor aos 16 anos
Segundo registros daquela época, em 1642, aos 14 anos, João Ferreira de Almeida teria deixado Portugal para viver em Málaca (Malásia). Ele havia ingressado no protestantismo, vindo do catolicismo, e transferia-se com o objetivo de trabalhar na Igreja Reformada Holandesa daquele local.
Dois anos depois, por iniciativa pessoal, Almeida começou a traduzir para o português uma parte dos Evangelhos e das Cartas do Novo Testamento. A tradução, feita do espanhol, foi terminada em 1645, mas nunca foi publicada. Entretanto, o tradutor fez cópias à mão desse seu trabalho, as quais foram mandadas para as congregações de Málaca, Batávia e Ceilão (hoje Sri Lanka).
No tempo de Almeida, o idioma português era o mais falado em partes da Índia e do Sudeste da Ásia. Acredita-se, no entanto, que o português empregado por Almeida tanto em pregações como na tradução da Bíblia fosse bastante erudito e, portanto, de difícil compreensão para a maioria do povo. Essa impressão é reforçada por uma declaração dada por ele em Batávia, quando se propôs a traduzir alguns sermões “para a língua portuguesa adulterada, conhecida desta congregação”.
Pastor no Sudeste da Ásia
O tradutor permaneceu em Málaca até 1651, quando se transferiu para Batávia. Depois de passar por um exame preparatório e de ter sido aceito como candidato ao pastorado, Almeida acumulou novas tarefas: dava aulas de português a pastores, traduzia livros e ensinava catecismo a professores de escolas primárias. Em 1656, ordenado pastor, foi indicado para o Presbitério do Ceilão.
Ao que tudo indica, esse foi o período mais agitado da vida do tradutor. Durante o pastorado em Galle (Sul do Ceilão), Almeida assumiu uma posição tão forte contra o que ele chamava de “superstições papistas”, que o governo local resolveu apresentar uma queixa a seu respeito ao governo de Batávia (provavelmente por volta de 1657). Entre 1658 e 1661, época em que foi pastor em Colombo, ele voltou a enfrentar problemas com o governo, o qual tentou, sem sucesso, impedi-lo de pregar em português.
A passagem de Almeida por Tuticorin (Sul da Índia), onde foi pastor por cerca de um ano, também parece não ter sido das mais tranquilas. Tribos da região negaram-se a ser batizadas ou ter seus casamentos abençoados por ele. Tudo indica que isso aconteceu porque a Inquisição havia ordenado que um retrato de Almeida fosse queimado numa praça pública em Goa.
Foi também durante a estada no Ceilão que, provavelmente, o tradutor conheceu a mulher com a qual viria a se casar. Vinda do catolicismo romano para o protestantismo, como ele, chamava-se Lucretia Valcoa de Lemmes (ou Lucrécia de Lemos). Mais tarde, a família completou-se, com o nascimento de um menino e de uma menina.
Pastor e tradutor em Batávia
A partir de 1663 (dos 35 anos de idade em diante, portanto), Almeida trabalhou na congregação de fala portuguesa da cidade de Batávia, onde ficou até o final da vida, em 1691. Nesta nova fase, teve uma intensa atividade como pastor. Ao mesmo tempo, retomou o trabalho de tradução da Bíblia, iniciado na juventude. Foi somente então que passou a dominar a língua holandesa e a estudar grego e hebraico. Em 1676, Almeida comunicou ao presbitério que o Novo Testamento estava pronto. Aí começou a batalha do tradutor para ver o texto publicado — ele sabia que o presbitério não recomendaria a impressão do trabalho sem que fosse aprovado por revisores indicados pelo próprio presbitério. E também que, sem essa recomendação, não conseguiria outras permissões indispensáveis para que o fato se concretizasse: a do Governo de Batávia e a da Companhia das Índias Orientais, na Holanda.
Um fato curioso é que, em alguns escritos, e até mesmo na folha de rosto de suas Bíblias, Almeida aparece com o título de padre. Alguns até já sugeriram que pudesse ter sido membro da Companhia de Jesus. No entanto, esse título era usado também pelos pastores protestantes nas Índias Orientais, naquele tempo. Assim, onde se lê “padre” deve-se entender “pastor”.
A publicação do Novo Testamento português
Escolhidos os revisores, o trabalho começou e foi sendo desenvolvido vagarosamente. Quatro anos depois, irritado com a demora, Almeida resolveu não esperar mais — mandou o manuscrito para a Holanda por conta própria, para ser impresso lá. Mas o presbitério conseguiu fazer com que a impressão fosse interrompida. Passados alguns meses, depois de algumas discussões, quando o tradutor parecia estar quase desistindo de apressar a publicação de seu texto, cartas vindas da Holanda trouxeram a notícia de que o manuscrito havia sido revisado e estava sendo impresso naquele país.
Em 1681, a primeira edição do Novo Testamento de Almeida finalmente saiu da gráfica. A impressão foi feita em Amsterdã, na Holanda, na tipografia da viúva J. V. Zomeren. O título era este: “O Novo Testamento Isto he o Novo Concerto de Nosso Fiel Senhor e Redemptor Iesu Christo traduzido na Língua Portuguesa”. Um ano depois, essa edição do Novo Testamento chegou a Batávia, mas apresentava erros de tradução e revisão. O fato foi comunicado às autoridades da Holanda e todos os exemplares que ainda não haviam saído de lá foram destruídos, por ordem da Companhia das Índias Orientais. As autoridades Holandesas determinaram que se fizesse o mesmo com os volumes que já estavam em Batávia. Pediram também que se começasse, o mais rápido possível, uma nova e cuidadosa revisão do texto.
Apesar das ordens recebidas da Holanda, nem todos os exemplares recebidos em Batávia foram destruídos. Alguns deles foram corrigidos à mão e enviados às congregações da região (um desses volumes pode ser visto hoje no Museu Britânico, em Londres). O trabalho de revisão e correção do Novo Testamento foi iniciado e demorou dez longos anos para ser terminado. Somente após a morte de Almeida, em 1693, é que essa segunda versão foi impressa, na própria Batávia, onde também foi distribuída. A terceira edição viria a ser publicada em 1712.
A tradução do Antigo Testamento
Enquanto progredia a revisão do Novo Testamento, Almeida começou a traduzir o Antigo Testamento. Em 1683, ele completou a tradução do Pentateuco. Iniciou-se, então, a revisão desse texto, e a situação que havia acontecido na época da revisão do Novo Testamento, com muita demora e discussão, acabou se repetindo. Já com a saúde prejudicada—pelo menos desde 1670, segundo os registros —, Almeida teve sua carga de trabalho na congregação diminuída e pôde dedicar mais tempo à tradução. Mesmo assim, não conseguiu acabar a obra à qual havia dedicado a vida inteira. Em 1691, no mês de outubro, Almeida veio a falecer. Nessa ocasião, ele havia chegado até Ezequiel 48.21. A tradução do Antigo Testamento foi completada em 1694 por Jacobus op den Akker, pastor holandês. O texto do Antigo Testamento completo só viria a ser impresso em 1751. A Bíblia completa em um único volume só foi publicada em 1819.
O processo de tradução
Pouco ou nada se sabe a respeito de como Almeida traduziu a Bíblia. As atas da Igreja Reformada em Batávia dão atenção a problemas administrativos como impressão, distribuição e discussão com autoridades, mas pouco ou nada informam sobre a tradução ou outras questões relacionadas com o texto. Para o Novo Testamento, o único texto disponível naquele momento era o assim chamado “texto recebido”. A edição mais recente desse texto era a segunda edição publicada pelos irmãos Elzevir, em 1633, o que não significa que Almeida se valeu exatamente desta edição. Além do original, Almeida teve acesso a outras traduções, como a espanhola, a francesa e a italiana. No Prefácio da obra “Diferença da Cristandade”, traduzida por Almeida do espanhol para o português, em 1684, diante da falta de uma Bíblia Portuguesa completa, Almeida remete o leitor à versão espanhola da Sagrada Escritura. Sua intenção era, como ele mesmo diz, “dar-vos assim em breve toda a Escritura Sagrada em vossa própria língua. Que é a maior dádiva, e o mais precioso tesouro, que nunca ninguém, que eu saiba, até o presente vos tenha dado”.
Como o texto de Almeida chegou pela primeira vez ao Brasil
Ao que tudo indica, o texto da Bíblia de Almeida chegou ao Brasil pela primeira vez em 1712, ainda que de forma acidental. Uma remessa de 150 exemplares do Evangelho de Mateus (edições com mais de mil exemplares eram raras naquele tempo!), impressa em Amsterdã e destinada ao povo de fala portuguesa das Índias Ocidentais, acabou aportando no Brasil. Acontece que o navio foi interceptado pelos franceses e conduzido a um porto brasileiro, no Rio de Janeiro ou em Salvador. Não se sabe quem ficou com as cópias do Evangelho de Mateus. Posteriormente, a Bíblia de Almeida passou a ser distribuída no Brasil pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira.
As revisões do texto de Almeida
A tradução do Novo Testamento feita por Almeida foi revisada antes de ser publicada em 1681 e, quando o texto foi publicado, já necessitava de imediata revisão. Depois, em meados do século XVIII, ainda na ilha de Java, foi feita uma revisão do texto de toda a Bíblia. A segunda grande revisão, chamada de “revisão de Londres”, foi feita cem anos mais tarde, entre 1869 e 1875. Vinte anos depois, em 1894, ainda em Londres, o mesmo texto foi corrigido quanto à ortografia e alguns termos obsoletos foram substituídos. A edição de 1898, feita em Lisboa, viria a ser conhecida como Almeida Revista e Corrigida. Ao longo dos anos, essa edição vem sofrendo atualização gráfica e pequenos retoques no que diz respeito a termos arcaicos e palavras que mudaram de significado. A mais recente dessas revisões foi feita, no Brasil, em 1995.
A atualização de Almeida no Brasil
Em 1943, a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira juntamente com a Sociedade Bíblica América, que atuavam no Brasil naquele tempo, decidiram preparar e publicar uma revisão da tradução de Almeida. Essa revisão, que, a partir de 1948, passou aos cuidados da Sociedade Bíblica do Brasil, viria a ser conhecida como a Almeida Revista e Atualizada. Dela participaram biblistas e vernaculistas de renome, membros das mais diversas denominações evangélicas presentes no Brasil naquela época. A revisão do Novo Testamento foi publicada em 1952. A revisão do Antigo Testamento foi concluída em menos tempo, em 1956, porque uma pequena comissão se dedicou a essa tarefa em regime de tempo integral. A Bíblia toda só foi publicada em 1959. Uma segunda edição de Almeida Revista e Atualizada foi publicada, no Brasil, em 1993.
A base textual do Novo Testamento em Almeida Revista e Atualizada
Uma das diferenças entre as edições Revista e Atualizada e Revista e Corrigida diz respeito ao texto grego adotado como base para a tradução do Novo Testamento. No século XVII, Almeida dispunha somente do assim chamado “texto recebido” (textus receptus), que tem sua origem no Novo Testamento Grego editado por Erasmo de Roterdã, em 1516, e baseado em alguns poucos manuscritos gregos copiados durante a Idade Média. Não há nenhum mérito ou valor especial nessa “decisão” tomada por Almeida. A rigor, não houve decisão nenhuma da parte dele. Ele não tinha escolha, pois o “texto recebido” era o único texto disponível naquele tempo. Durante os séculos 19 e 20, entretanto, foram descobertos manuscritos gregos mais antigos, muitos deles copiados no quarto século d.C. e até mesmo antes disso.
A partir desses manuscritos, que estão mais próximos do tempo dos evangelistas e apóstolos, passaram a ser publicadas edições do Novo Testamento chamadas de “edições críticas”. O termo “crítico” indica que essas edições permitem que se faça a crítica textual, ou seja, a comparação entre o texto que se considera original e as variantes ou alternativas textuais (inclusive as do textus receptus), que aparecem ao pé da página. Para a edição Revista e Atualizada, decidiu-se traduzir o melhor texto grego disponível naquele momento, que era a 16ª edição do Novo Testamento Grego editado por Erwin Nestle. Esse Novo Testamento Grego, é bom que se registre, foi sendo reimpresso sem alterações até o surgimento da 26ª edição, em 1979.
Uma das diferenças entre o texto crítico e o “texto recebido” diz respeito à extensão do texto. Com o passar do tempo, à medida que se faziam novas cópias do texto grego, anotações colocadas à margem dos manuscritos começaram a ser incorporadas no próprio texto, como se pode verificar a partir de uma comparação com manuscritos mais antigos, que não trazem esses acréscimos. O “texto recebido” reflete essas tendências expansionistas. O texto crítico, por sua vez, por seguir os manuscritos mais antigos, é um texto mais breve, em determinadas passagens. Visto que a edição Revista e Atualizada se baseia numa edição crítica, esses acréscimos, típicos do “texto recebido”, deveriam ter sido tirados na tradução. No entanto, em respeito a Almeida, o tradutor, e ao leitor familiarizado com esses textos, eles foram mantidos, só que entre colchetes, como se pode verificar em Mt 5.22, 6.13, etc. Os colchetes indicam que o texto que eles contêm consta da tradução de Almeida, feita no século XVII, mas não faz mais parte do texto grego do Novo Testamento que hoje é considerado original.
Outras diferenças entre a Revista e Atualizada e a Revista e Corrigida
Além desta diferença quanto à base textual, a edição Revista e Atualizada se caracteriza pelas seguintes modificações em relação ao Almeida antigo, ou, então, a edição Revista e Corrigida: 1. Foram eliminados cerca de dois mil tipos de cacófatos ou desagrados cacofônicos, como “tatu” (“volta tu também”, Rt 1.15), “alice” (“e todo o Israel ali se achou”, Ed 8.25), etc. Nessa mesma linha, para evitar um mal entendido (“avós”), passou-se a usar, em certos contextos, a locução “a vós outros”. 2. O nome de Deus (“Javé”), no Antigo Testamento, foi traduzido por SENHOR e impresso em versalete, isto é, com letras maiúsculas. 3. A primeira letra da palavra que inicia um parágrafo foi impressa em negrito. 4. Os textos poéticos, como, por exemplo, Salmos, passaram a ser impressos como poesia. De modo geral, Almeida Revista e Atualizada difere de edições anteriores em aproximadamente trinta por cento do texto.
Almeida e as Bíblias de Estudo
A tradução de Almeida é o texto base de várias Bíblias de Estudo, inclusive desta Bíblia de Estudo Almeida. As notas, é claro, não foram escritas por João Ferreira de Almeida. Entretanto, adicionar notas ao texto da tradução de Almeida condiz com o projeto original do século XVII. Na primeira edição no Novo Testamento, de 1681, aparecem esboços dos capítulos bem como notas marginais, que fornecem alternativas de tradução. Em Mateus 2, por exemplo, aparece o seguinte esboço, impresso em itálico (com grafia atualizada, na citação que segue):
1 Os Magos vêm do Oriente a Jerusalém. 2 Perguntam acerca do rei nascido dos judeus. 4 A quem, sendo bem informados acerca do lugar de seu nascimento em Belém, acharam e adoraram. 12 Tornam-se para sua terra. 13 José tomando o menino foge ao Egito. 16 Herodes manda matar os meninos. 19 Se torna José à Judéia. 22 Mas receando a Arquelau, foi-se para Galiléia, e habita em Nazaré.
Quanto às alternativas de tradução, em Mt 2.1, por exemplo, aparece à margem, em referência à palavra “magos”, a seguinte nota: Ou, sábios. Na segunda edição do Novo Testamento, de 1693, foram adicionadas referências cruzadas e não aparecem mais as variantes de tradução.
Entretanto, essa tradição de incluir esboços e notas foi interrompida posteriormente. Com certeza isso se deveu, em grande parte, à prática adotada pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, fundada em 1804, de “encorajar a mais ampla distribuição das Escrituras Sagradas, sem notas e sem comentários”. Porém, em meados do século XX, essa tendência passou a ser revertida, e as Sociedades Bíblicas Unidas, entre elas a Sociedade Bíblica do Brasil, passaram a publicar Bíblias com notas, destacando-se entre elas as Bíblias de Estudo. Em Bíblias de Estudo cujas notas são de responsabilidade exclusiva da Sociedade Bíblica, mantém-se o propósito de não entrar na discussão de doutrinas específicas desta ou daquela denominação cristã. O melhor exemplo disso é a Bíblia de Estudo Almeida.
Fonte:www.sbb.org.br
Duas Naturezas
Efésios 4.20-24
Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam (Gl 5.17).
Um pescador esquimó vinha cada sábado à tarde à cidade. Sempre trazia consigo seus dois cachorros, um branco e um preto. Ele os tinha ensinado a lutar quando ele ordenasse. Cada sábado, na praça da cidade, o povo se ajuntava e o pescador fazia apostas, enquanto os dois cachorros brigavam. Às vezes ganhava o cachorro branco, às vezes o preto – mas o pescador sempre ganhava as apostas! Seus amigos começaram a perguntar-lhe como ele fazia isto. Ele disse: – Eu deixo um passar fome durante a semana, e só dou comida para o que eu quero que ganhe. O cachorro que está bem alimentado ganha, porque está mais forte.
Esta história ilustra muito bem o conflito entre os desejos da carne e do Espírito que vivemos interiormente. A vitória desta batalha será daquele desejo que for mais bem alimentado. Se vivermos buscando as coisas do Espírito, os desejos da carne não vão dirigir nossa vida. Mas se constantemente cedermos a esses maus desejos, eles vão nos dominar. Precisamos seguir o conselho de Paulo que diz, em nosso texto base, que devemos nos despir daquilo que é pecado e corrompe nossa vida, renovando nosso modo de pensar de forma cristã, nos revestindo do novo homem conforme a semelhança de Deus e sua santidade. Quanto mais andamos no Espírito fazendo o que agrada a Deus mais nos afastamos dos desejos e práticas do que é mal. Quanto mais buscamos as qualidades de Jesus mais vamos deixando de buscar satisfazer aos desejos da nossa natureza humana.
Nesta batalha contamos com o auxílio do Espírito Santo. Ele age em nós nos dando sabedoria para discernir o que é bom e mal e,, principalmente, nos dando força e poder para lutar e vencer. Viver no Espírito é uma decisão que não pode esperar. Ou vivemos no Espírito ou caminhamos para a morte nos desejos da carne.
Seja vitorioso, alimente-se da verdade.
Fonte:www.revhebertpd.blogspot.com
Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam (Gl 5.17).
Um pescador esquimó vinha cada sábado à tarde à cidade. Sempre trazia consigo seus dois cachorros, um branco e um preto. Ele os tinha ensinado a lutar quando ele ordenasse. Cada sábado, na praça da cidade, o povo se ajuntava e o pescador fazia apostas, enquanto os dois cachorros brigavam. Às vezes ganhava o cachorro branco, às vezes o preto – mas o pescador sempre ganhava as apostas! Seus amigos começaram a perguntar-lhe como ele fazia isto. Ele disse: – Eu deixo um passar fome durante a semana, e só dou comida para o que eu quero que ganhe. O cachorro que está bem alimentado ganha, porque está mais forte.
Esta história ilustra muito bem o conflito entre os desejos da carne e do Espírito que vivemos interiormente. A vitória desta batalha será daquele desejo que for mais bem alimentado. Se vivermos buscando as coisas do Espírito, os desejos da carne não vão dirigir nossa vida. Mas se constantemente cedermos a esses maus desejos, eles vão nos dominar. Precisamos seguir o conselho de Paulo que diz, em nosso texto base, que devemos nos despir daquilo que é pecado e corrompe nossa vida, renovando nosso modo de pensar de forma cristã, nos revestindo do novo homem conforme a semelhança de Deus e sua santidade. Quanto mais andamos no Espírito fazendo o que agrada a Deus mais nos afastamos dos desejos e práticas do que é mal. Quanto mais buscamos as qualidades de Jesus mais vamos deixando de buscar satisfazer aos desejos da nossa natureza humana.
Nesta batalha contamos com o auxílio do Espírito Santo. Ele age em nós nos dando sabedoria para discernir o que é bom e mal e,, principalmente, nos dando força e poder para lutar e vencer. Viver no Espírito é uma decisão que não pode esperar. Ou vivemos no Espírito ou caminhamos para a morte nos desejos da carne.
Seja vitorioso, alimente-se da verdade.
Fonte:www.revhebertpd.blogspot.com
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Música - Novo CD de Aline Barros vende 50 mil cópias em apenas um dia
A expectativa para o novo CD da cantora Aline Barros pela MK Music era tanta que o disco, que foi lançado nesta terça-feira (25), já vendeu 50 mil cópias, alcançando Disco de Ouro. Saiba mais sobre o CD:
Aline Barros não para. Além de ser um dos mais expressivos nomes do gospel nacional, e uma referência do segmento no exterior, ela concilia trabalhos para diferentes públicos. A cantora está há quatro anos sem gravar CD direcionado a jovens e adultos. Nesse tempo, ela lançou um CD e um DVD infantil e ainda um projeto em DVD com sucessos da carreira, com o intuito de compartilhar com o público seu trabalho além da música, e bastidores de suas viagens ministeriais com sua banda. Todos esperavam e chegou a hora: a MK Music acaba de lançar o álbum inédito de Aline Barros: Extraordinário Amor de Deus.
O disco já estreou em rádios de todo Brasil com 'Ressuscita-me', de Anderson Freire, canção que já está entre as mais pedidas. Que diz: 'Remove a minha pedra / faz uma milagre / muda minha história / ressuscita meus sonhos / renova minha vida / me faz um milagre / me toca nessa hora / me chama para fora / ressuscita-me'. São 14 faixas gravadas em estúdio e ao vivo (ministrações e congregação), na Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul (RJ), onde a cantora e seu marido, Gilmar Santos, são pastores. Canções de adoração tocantes e comoventes, e músicas de celebração que não vão deixar ninguém ficar parado.
A produção musical, assinada pelos integrantes do grupo Roupa Nova, Ricardo Feghali e Cleberson Horsth, que já trabalharam com a cantora outras vezes, traz uma sonoridade que lembra os grandes momentos de Aline Barros, mas com uma nova inspiração... Que só ouvindo para conferir, e se surpreender! "Eu fiquei emocionado várias vezes no estúdio durante a gravação. Com a Aline cantado é muito fácil, a gente só dá uma ajuda", atesta Ricardo. "Pela MK é o primeiro CD da Aline que produzimos e está sendo um prazer trabalhar, primeiro pra Deus, depois pra Aline", reitera Cleberson.
Os produtores derramaram seu talento nas 14 músicas. Letras compostas por nomes como Aretusa, Luciano Lima, Davi Fernandes, Jamba, Clovis Lardo, Gilmar Santos, marido de Aline, Anderson Freire (que assina oito delas, algumas em parceria) além da própria Aline, que também tem parceria em cinco faixas. Há ainda três versões no repertório: duas do ministério australiano Hillsong ('Teus Para Sempre' e 'Rendido Estou') e outra da banda americana Third Day ('Rei da Glória').
Para a MK Music, esse é um lançamento muito importante da gravadora. E, mais uma vez, Aline não decepcionou. Pelo contrário. "A Aline é muito caprichosa, tem muito cuidado com o repertório, com a Palavra, com tudo aquilo que ela tem que passar como um conteúdo geral. Aline fez a seleção do repertório, sujeitou as músicas à MK, a mim, me levou no estúdio pra que eu pudesse ouvir as canções. Ela teve muito cuidado, desde o início com a escolha dos produtores, pra fazer uma sonoridade diferenciada. A Aline também tem uma expectativa no coração dela de se superar cada vez que ela lança um CD, de ser mais impactante, melhor, extraordinário. Eu posso garantir a você que o CD ficou extraordinário, como tudo que ela faz, com toda excelência pra Deus", afirma Marina de Oliveira, diretora artística da MK Music.
Fonte: MK MUSIC
Aline Barros não para. Além de ser um dos mais expressivos nomes do gospel nacional, e uma referência do segmento no exterior, ela concilia trabalhos para diferentes públicos. A cantora está há quatro anos sem gravar CD direcionado a jovens e adultos. Nesse tempo, ela lançou um CD e um DVD infantil e ainda um projeto em DVD com sucessos da carreira, com o intuito de compartilhar com o público seu trabalho além da música, e bastidores de suas viagens ministeriais com sua banda. Todos esperavam e chegou a hora: a MK Music acaba de lançar o álbum inédito de Aline Barros: Extraordinário Amor de Deus.
O disco já estreou em rádios de todo Brasil com 'Ressuscita-me', de Anderson Freire, canção que já está entre as mais pedidas. Que diz: 'Remove a minha pedra / faz uma milagre / muda minha história / ressuscita meus sonhos / renova minha vida / me faz um milagre / me toca nessa hora / me chama para fora / ressuscita-me'. São 14 faixas gravadas em estúdio e ao vivo (ministrações e congregação), na Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul (RJ), onde a cantora e seu marido, Gilmar Santos, são pastores. Canções de adoração tocantes e comoventes, e músicas de celebração que não vão deixar ninguém ficar parado.
A produção musical, assinada pelos integrantes do grupo Roupa Nova, Ricardo Feghali e Cleberson Horsth, que já trabalharam com a cantora outras vezes, traz uma sonoridade que lembra os grandes momentos de Aline Barros, mas com uma nova inspiração... Que só ouvindo para conferir, e se surpreender! "Eu fiquei emocionado várias vezes no estúdio durante a gravação. Com a Aline cantado é muito fácil, a gente só dá uma ajuda", atesta Ricardo. "Pela MK é o primeiro CD da Aline que produzimos e está sendo um prazer trabalhar, primeiro pra Deus, depois pra Aline", reitera Cleberson.
Os produtores derramaram seu talento nas 14 músicas. Letras compostas por nomes como Aretusa, Luciano Lima, Davi Fernandes, Jamba, Clovis Lardo, Gilmar Santos, marido de Aline, Anderson Freire (que assina oito delas, algumas em parceria) além da própria Aline, que também tem parceria em cinco faixas. Há ainda três versões no repertório: duas do ministério australiano Hillsong ('Teus Para Sempre' e 'Rendido Estou') e outra da banda americana Third Day ('Rei da Glória').
Para a MK Music, esse é um lançamento muito importante da gravadora. E, mais uma vez, Aline não decepcionou. Pelo contrário. "A Aline é muito caprichosa, tem muito cuidado com o repertório, com a Palavra, com tudo aquilo que ela tem que passar como um conteúdo geral. Aline fez a seleção do repertório, sujeitou as músicas à MK, a mim, me levou no estúdio pra que eu pudesse ouvir as canções. Ela teve muito cuidado, desde o início com a escolha dos produtores, pra fazer uma sonoridade diferenciada. A Aline também tem uma expectativa no coração dela de se superar cada vez que ela lança um CD, de ser mais impactante, melhor, extraordinário. Eu posso garantir a você que o CD ficou extraordinário, como tudo que ela faz, com toda excelência pra Deus", afirma Marina de Oliveira, diretora artística da MK Music.
Fonte: MK MUSIC
Cantor evangélico do Fat Family morre em hospital de SP
Morreu na noite desta terça-feira, 1, o ex-vocalista do Fat Family, Sidney Cipriano. Desde o dia 7 de janeiro, ele estava internado em estado grave, na UTI do Hospital Regional de Sorocaba, no interior de São Paulo.
Sidney sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e passou por intervenção cirúrgica às pressas. Ele tinha 45 anos.
O músico que só recebia visitas de seus familiares nos últimos dias, passou por um procedimento cirúrgico logo que deu entrada no hospital, mas não evoluiu seu quadro clínico, algo que agravou seu estado de saúde e resultou em seu falecimento.
A notícia foi dada por amigos do artista, que comentaram a morte do cantor em seus perfis do Twitter:
Apostolo Estevam Hernandes: “Estamos orando pela Fat Family,o Senhor recolheu o Sidney,que o Consolador de forcas e alivio a todos,estar cm Cristo e melhor,Fil 2
Chris Duran, cantor e pastor: “Tenho a triste noticia de anunciar o falecimento do nosso irmão Sidney do Fat Family.Eles se converteram,mas agora ele esta com nosso Senhor”.
Jamilly Sampaio, cantora gospel: “Gentee vamos orar pelo Fat Family…o Sidney faleceu hj,Mas tenham certeza q esta c/ nosso Pai eterno!Eu o conheci e era um Homem de Deus!! Entao vamos orar por essa familia maravilhosa, que e Fat Family!! E o ceu esta em festa, com certeza!!!”
Durante uma Twitcam realizada diretamente de sua casa, a jornalista Sônia Abrão também confirmou a informação.
Sidney se desligou do grupo Fat Family em 2008, quando deu inicio em sua carreira solo e mudou seu nome para Sidney Sinay.
Sobre a conversão ele contou me entrevista ao Estação Gospel, concedida em 2008:
“Eu tenho tido um chamado diferente na minha vida, o Senhor vem me resgatando… Ele vem requerendo uma posição da minha parte onde eu tive que tomar a decisão de realmente servir somente a Ele. E para tudo isso acontecer amados, eu tive que passar por um seqüestro relâmpago. E eu fui buscar ajuda, pedir socorro, após o seqüestro, na casa de evangélicos e um jovem orou por mim e me disse para ficar em paz que tudo o que eu achava que eu tinha perdido o Senhor ia restituir e tinha mais, ele disse: Pode ficar sabendo que Deus tem uma grande obra na sua vida. E aí as duvidas foram saindo e eu fui vendo que o Senhor tinha algo pra mim, na hora Dele, mas eu tinha que tomar uma decisão”.
Sidney além de cantor, também foi o compositor da banda Fat Family. Nos últimos anos estava mudando suas relações com a balança. Em 2009 ele foi submetido a uma cirurgia de redução do estômago. Nas eleições de 2006 ele chegou a tentar a carreira política e se candidatou ao cargo de Deputado Federal, mas não foi eleito.
Fonte: Terra
Sidney sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e passou por intervenção cirúrgica às pressas. Ele tinha 45 anos.
O músico que só recebia visitas de seus familiares nos últimos dias, passou por um procedimento cirúrgico logo que deu entrada no hospital, mas não evoluiu seu quadro clínico, algo que agravou seu estado de saúde e resultou em seu falecimento.
A notícia foi dada por amigos do artista, que comentaram a morte do cantor em seus perfis do Twitter:
Apostolo Estevam Hernandes: “Estamos orando pela Fat Family,o Senhor recolheu o Sidney,que o Consolador de forcas e alivio a todos,estar cm Cristo e melhor,Fil 2
Chris Duran, cantor e pastor: “Tenho a triste noticia de anunciar o falecimento do nosso irmão Sidney do Fat Family.Eles se converteram,mas agora ele esta com nosso Senhor”.
Jamilly Sampaio, cantora gospel: “Gentee vamos orar pelo Fat Family…o Sidney faleceu hj,Mas tenham certeza q esta c/ nosso Pai eterno!Eu o conheci e era um Homem de Deus!! Entao vamos orar por essa familia maravilhosa, que e Fat Family!! E o ceu esta em festa, com certeza!!!”
Durante uma Twitcam realizada diretamente de sua casa, a jornalista Sônia Abrão também confirmou a informação.
Sidney se desligou do grupo Fat Family em 2008, quando deu inicio em sua carreira solo e mudou seu nome para Sidney Sinay.
Sobre a conversão ele contou me entrevista ao Estação Gospel, concedida em 2008:
“Eu tenho tido um chamado diferente na minha vida, o Senhor vem me resgatando… Ele vem requerendo uma posição da minha parte onde eu tive que tomar a decisão de realmente servir somente a Ele. E para tudo isso acontecer amados, eu tive que passar por um seqüestro relâmpago. E eu fui buscar ajuda, pedir socorro, após o seqüestro, na casa de evangélicos e um jovem orou por mim e me disse para ficar em paz que tudo o que eu achava que eu tinha perdido o Senhor ia restituir e tinha mais, ele disse: Pode ficar sabendo que Deus tem uma grande obra na sua vida. E aí as duvidas foram saindo e eu fui vendo que o Senhor tinha algo pra mim, na hora Dele, mas eu tinha que tomar uma decisão”.
Sidney além de cantor, também foi o compositor da banda Fat Family. Nos últimos anos estava mudando suas relações com a balança. Em 2009 ele foi submetido a uma cirurgia de redução do estômago. Nas eleições de 2006 ele chegou a tentar a carreira política e se candidatou ao cargo de Deputado Federal, mas não foi eleito.
Fonte: Terra
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