quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Sobriedade sobre o Álcool

Por Gilberto Bueno de Castro Filho. 
Imprudência, álcool e excesso de velocidade. Todos os anos essa combinação tira a vida de 30 mil brasileiros. Assim iniciou na manhã fria de quinta-feira o telejornal Bom Dia Brasil. 

Fiquei a pensar de como as pessoas, tendo informações tão preciosas, não conseguem ser transformadas em sua conduta, em seu caráter, em sua essência. 
Este pensar inquietante de minha alma levou a compartilhar, em voz alta, com você meus pensamentos. Pensamentos que não pretende ser a última, melhor,... palavra. Porém, é vindo de alguém que ama a Deus e ao próximo. Que deseja e ora para que nossa nação seja realmente feliz (Salmo 33.12). 
Pense comigo. Existe uma campanha que os meios de comunicação diariamente nos informam constantemente : “Se for beber não dirija”. Isto porque há uma pesquisa feita pela associação dos Detrans, mostrando que o álcool, mesmo em pequenas quantidades, é o grande vilão dos acidentes de trânsito principalmente nos grandes centros urbanos. Um estudo realizado em Hospitais Públicos de Emergência nas cidades de Curitiba, Brasília, Salvador e Recife revelaram a trágica situação do país: 61% das vítimas de acidentes de trânsito estavam alcoolizadas, tanto os motoristas quanto os pedestres; 75% dos motoristas feridos ou mortos haviam ingerido alguma quantidade de bebida alcoólica; 30 % desses motoristas apresentavam níveis de álcool no sangue superiores aos limites permitidos. Chocante, não? 
Porém, se abrirmos os nossos olhos para outras realidades perceberemos, mais chocados ainda, que não é só no transito que o álcool traz e/ou faz estragos ao ser humano. Estragos que atingem homens e mulheres, crianças e velhos, ricos e pobres, sábios e ignorantes, crentes e não crentes. Eu ampliaria essa campanha para outros níveis dos nossos relacionamentos. 
Eu diria: "Se for beber não se case”. Não busque desenvolver um relacionamento com alguém se a bebida tomar o lugar da comunicação, do saboroso diálogo com a pessoa amada, pois ela tira o entendimento e a sobriedade de olhar a pessoa amada. 
Eu diria: “Se for beber não tenha filhos”. Os médicos afirmam que durante a gravidez, o álcool pode causar sérias deficiências físicas ou mentais no feto, assim como uma predisposição ao consumo de álcool na vida adulta. Aliás, uma sábia mãe já ensinava a seu filho que não ficava bem para ele desejar bebidas (Provérbios 31.4). 
Eu diria: “Se for beber não pratique esportes”. A atividade física dá ânimo, vitalidade, disposição, porém, a pessoa que faz uso do álcool pode desenvolver várias doenças. As mais frequentes são as doenças do fígado (esteatose hepática, hepatite alcoólica e cirrose). Também são frequentes problemas do aparelho digestivo (gastrite, síndrome de má absorção e pancreatite), no sistema cardiovascular (hipertensão e problemas no coração). Também são frequentes os casos de polineurite alcoólica, caracterizada por dor, formigamento e câimbras nos membros inferiores. 
Eu diria: “Se for beber não exerça nenhuma profissão”. Pois já no 2º estágio percebe-se que elas ficam sonolentas; que elas têm problemas para compreender ou se lembrar de coisas (mesmo acontecimentos recentes); que elas não reagem a situações rapidamente (se elas derramarem bebida, podem apenas ficar olhando); que os movimentos do corpo não são coordenados; que elas começam a perder o equilíbrio facilmente; que sua visão fica embaralhada; e que elas podem ter problemas com os sentidos (audição, paladar, tato, etc). e isto sem falar dos efeitos a longo prazo. 
Assim, apesar do desconhecimento por parte da maioria das pessoas, o álcool também é considerado uma droga psicotrópica, pois ele atua no sistema nervoso central, provocando uma mudança no comportamento de quem o consome, além de ter potencial para desenvolver dependência. O álcool é uma das poucas drogas psicotrópicas que tem seu consumo admitido e até incentivado pela sociedade. Esse é um dos motivos pelo qual ele é encarado de forma diferenciada, quando comparado com as demais drogas. Apesar de sua ampla aceitação social, o consumo de bebidas alcoólicas, quando excessivo, passa a ser um problema. Além dos inúmeros acidentes de trânsito e da violência associada a episódios de embriaguez, o consumo de álcool a longo prazo, dependendo da dose, frequência e circunstâncias, pode provocar um quadro de dependência conhecido como alcoolismo. Desta forma, o consumo inadequado do álcool é um importante problema de saúde pública, especialmente nas sociedades ocidentais, acarretando altos custos para sociedade e envolvendo questões médicas, psicológicas, profissionais e familiares. 
Sei que essa é uma questão com muitas opiniões diferente, porém apresento a minha, sei também que a Bíblia fala que o vinho é bênção de Deus (Salmo 104.13-15), dentre outras passagens que recomenda-nos não buscarmos a solução de uma necessidade ou realidade nele (Efésios 5.18) e até para ser um bom líder na igreja (1Timóteo 3.3). Pessoas que fazem uso – com dolo (com intenção) ou com culpa (sem intenção) do álcool, muitas vezes desconhecem o fato de que esse abuso que vemos tem causado enormes, profundos e tristes problemas. Afetando os centros emocionais no sistema límbico, os alcóolicos se tornam ansiosos, depressivos e até mesmo suicidas. Os efeitos emocionais e físicos do álcool podem contribuir para problemas conjugais e familiares, incluindo violência doméstica, bem como problemas relacionados ao trabalho, como faltas excessivas e fraco desempenho. Concluo minhas elucubrações concordando com o título do artigo do pastor Hernandes Dias Lopes que diz que o alcoolismo é uma tragédia nacional. Que o Senhor tenha misericórdia do nosso Brasil, nossas famílias e igrejas. 
Fontes/pesquisa: 
 
Fonte: www.hebert.com.br

sábado, 3 de setembro de 2011

Música e adoração na igreja

Referência: Salmos 40.3
INTRODUÇÃO
1. Perguntaram para Rick Warren, o que faria de diferente se tivesse que começar sua igreja de novo. Ele respondeu: “desde o primeiro dia eu colocaria mais energia e dinheiro no ministério de música”.
2. Davi no Salmo 40:3 fala sobre quatro atributo da música: 1) A origem da música; 2) A natureza da música; 3) O propósito da música; 4) O resultado da música.
3. Davi diz que há uma clara conexão entre música e evangelismo. Aristóteles disse que “a música tem o poder de formar o caráter”. A música é a principal comunicadora de valores para as gerações:
a) Na Reforma – foi a música que popularizou a doutrina da reforma luterana;
b) As canções de rock dos anos 60 e 70 forjaram os valores dos americanos dessas duas décadas.
c) A MTV molda os valores da maioria dos adolescentes.
I. A IMPORTÂNCIA DO LOUVOR NA VIDA DA IGREJA
1. Quem louva agrada a Deus
O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.
“O que me oferece sacrifício de ações de graça, esse me glorificará” (Sl 50:23).
2. Deus nos criou para o seu louvor
“Ao povo que formei para mim, para celebrar o meu louvor” (Is 43:21).
3. Devemos louvar a continuamente
Louvor em todo o tempo: “Bendirei o Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios” (Sl 34:1).
Louvor desde o amanhecer até o ocaso: “Do nascimento do sol até o ocaso, louvado seja o nome do Senhor” (Sl 113:3).
Louvor continuamente: “Os meus lábios estão cheios do teu louvor e da tua glória continuamente” (Sl 71:8).
4. O louvor e a adoração são as principais razões de virmos à igreja
“Vinde, ajoelhemos e prostemo-nos diante do Senhor que nos criou” (Sl 95:6-7).
Adoração implica sempre em reconhecimento da majestade de Deus. Sempre que a igreja adorou em Apocalipse ela estava prostrada.
5. Deus rejeita adoração da igreja se a vida dos adoradores não estiver certa com Deus
Isaías 1:11; Amós 5:21-24; Malaquias 1:10. Deus procura a verdade no íntimo. Deus vê o coração. O Publicano e o Fariseu foram ao templo. Quem saiu justificado não foi aquele que proclamou sua justiça, mas o que confessou o seu pecado.
Se contemplarmos vaidade em nosso coração, Deus não nos ouve (Sl 66:18). Coração quebrantado Deus não rejeita (Is 57:20). O que confessa e deixa alcança misericórdia (Pv 28:13).
Salmos 133 quando a igreja vive em união ali ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre.
6. O louvor alivia o fardo
Jó disse que Deus inspira canções de louvor nas noites escuras.
O louvor reduz o efeito da pressão. Satanás quer que estejamos desolados e melancólicos, quando passamos por tempos difíceis. Ilustração: Spafford.
Como nos libertar dessas nuvens escuras? Louvando a Deus continuamente! Quando louvamos, sacudimos o jugo da angústia. Trocamos o espírito angustiado por vestes de louvor (Is 61:3).
Enquanto estamos desolados e deprimidos, não manifestamos a vitória de Deus. Catarina Van Bora disse para Lutero: “Deus morreu”.
O louvor nos põe fora do problema, dentro da solução e sob as bênçãos de Deus.
7. O contínuo louvor transforma o temor em fervor
É impossível louvar a Deus e permanecer desanimado: “Por que estás abatida, ó minha alma? Espera em Deus, pois eu ainda o louvarei” (Sl 42:5).
Quando louvamos a Deus, a nossa fé se torna mais forte: “Firme está o meu coração ó Deus, o meu coração está firme: cantarei e entoarei louvores” (Sl 57:7).
O louvor transforma a adversidade em bênção, nossa fraqueza em força divina: “O senhor é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia; nele fui socorrido; por isso o meu coração exulta e com o meu cântico o louvarei” (Sl 28:7).
8. O louvor abre portas que doutra forma não seriam abertas
Reclamar, lamentar, murmurar, ficar magoado abre brecha para Satanás (Ef 4:26-27), mas o louvor amarra a Satanás (Sl 149:6-8). O louvor mostra ao inimigo que não caímos em seus truques, mostra que confiamos no Deus onipotente.
Deus habita no meio dos louvores e onde Deus está o diabo precisa fugir (Sl 9:1-3; 18:3).
9. O louvor não é consequência da vitória, é causa da vitória
2 Crônicas 20:21 e Atos 16 revelam que o louvor é a causa da vitória e não apenas sua consequência. Louvamos para vencer. Louvamos para derrotar o inimigo. O louvor nos põe acima das nuvens escuras. Ilustração: o dia que o meu pai morreu.
O louvor proclama a vitória antecipadamente: Miriã cantou o cântico certo no lugar e na hora errada.
10. Aspectos grandiosos do louvor
a) O louvor é da vontade de Deus
“Em tudo daí graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1 Ts 5:18).
b) O louvor é resultado da plenitude do Espírito Santo
“Mas enchei-vos do Espírito Santo, falando entre vós com salmos , entoando e louvando de coração ao Senhor, com hinos e cânticos espirituais…” (Ef 5:18-20).
Efésios 5:19-20: fala de comunhão; adoração e gratidão. Onde há contendas e ciúmes a adoração não pode subir como aroma suave.
c) O louvor é resultado da plenitude da Palavra em nós
“Habite ricamente em vós a Palavra de Cristo… louvando a Deus com salmos e hinos e cânticos espirituais” (Cl 3:16).
II. A INSTRUMENTALIDADE DA MÚSICA NA IGREJA
1. A música é um veículo
A músca é um veículo de comunicação anterior à palavra. O ritmo interfere em nossa estrutura muscular, altera nosso pulso cardíaco, nossa velocidade de marcha, ou nosso sistema respiratório. A melodia interfere poderosamente com as emoções humanas e pode levar pessoas da alegria às lágrimas ou da euforia à calma em poucos instantes. A harmonia interfere no esforço intelectual do ouvite para apreciar a música.
a) 1 Sm 18:7; 21:11; 29:5 – A música das mulheres de Israel provocaram uma revolução em Israel: A música chegou aos ouvidos de Saul e do povo e permaneceu influenciado o povo durante muito tempo. A música espalha a mensagem.
b) A música de Lutero – espalhou-se além de Wittembert para os leigos, componeses e pobres aldeões a mensagem da Reforma.
2. A música como comunicação do homem para Deus e de Deus para o homem
Se o homem fala a Deus através dos cânticos religiosos, também Deus pode falar ao homem por seu intermédio. Música é um bom veículo para o homem falar com Deus, mas também é eficiente meio para Deus falar ao homem.
3. A música como impressão
A música impressão tem como propósito um apelo emotivo sobre as pessoas. O objetivo não é comunicar uma mensagem, mas provocar um sentimento.
Agostinho: “Quando, às vezes, a música me sensibiliza mais do que as letras que se cantam, confesso com dor que pequei” (Confissões, p. 219,220).
Nas Institutas Calvino alertou para o perigo da música impressão. “Impõe-se diligentemente guardar que não estejam os ouvidos mais atentos à melodia que a mente ao sentido espiritual das palavras… cânticos que têm sido compostos apenas para o encanto e deleite dos ouvidos nem são compatíveis com a majestade da Igreja, nem pode a Deus não desagradarem sobremaneira” (Institutas III, p. 20,32).
4. A música como expressão
Olha para música não como fim em si mesmo, mas como instrumento, canal para comunicação de uma mensagem. Os textos são bem elaborados e escolhidos para que sua mensagem seja entendida e fixada.
O que despertou certa antipatia nos Reformadores e pais da igreja quanto ao uso de instrumentos na igreja é que a música não estava sendo instrumento para a mensagem, mas substituto dela. Era a música pela música. A música tinha uma função apenas de impressão.
A música deve ser serva do texto e não espetáculo em si mesma. Lutero dizia que a música deve ser sermão em sons.
Na igreja não espaço para execução da música como espetáculo; na igreja ela é serva da mensagem, veículo da mensagem.
III. PRINCÍPIOS SOBRE ADORAÇÃO
1. Somente os salvos podem verdadeiramente adorar a Deus
Adoração é a expressão do nosso amor por Deus, por quem ele é, pelo que ele disse, pelo que ele está fazendo.
Não podemos confundir cantar com adorar. É possível cantar sem adorar e é possível adorar sem cantar.
2. Não precisamos de um prédio para adorarmos a Deus
Deus não habita em templos feitos por mãos de homens (At 17:24). Jesus disse: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18:20).
3. A adoração tem muito muito mais a ver com a essência do que com estilo
Ao redor do mundo, pessoas diferentes adoram a Deus com estilos diferentes. Entretanto, toda adoração precisa ser em espírito e em verdade. Ou seja, precisa ser verdadeira e sincera.
Adoração não é tanto uma questão de estilo de música ou quantidade de instrumentos que usamos, mas uma atitude de coração disposta a glorificar a Deus. Não é show. O show visa a glória do homem, a adoração visa a glória de Deus (Ap 14:7).
4. A adoração é um poderoso testemunho para os não crentes
Uma coisa é a doutrina da onipresença de Deus, outra é a presença manifesta de Deus. O que produz impacto nas pessoas é a presença de Deus perceptível no culto da igreja. Essa presença manifesta derrete os corações e destrói barreiras mentais.
Existe conexão estreita entre adoração e evangelismo. A meta do evangelismo é produzir adoradores para Deus. Evangelismo é a missão de recrutar adoradores para Deus.
5. A adoração precisa produzir em nós um profundo senso de admiração
Isaías quando contemplou o Senhor do seu santo templo ficou extasiado com a glória e a majestade do Senhor. Precisamos resgatar segundo Tozer essa percepção da mejestade de Deus em nossos cultos.
Isaías ficou extasiado com a santidade de Deus, com a pecaminosidade da sua vida, com a grandeza da graça e com a urgência da obra.
IV. A DINÂMICA DA MÚSICA NA IGREJA
1. Acelere o passo e o dinamismo do culto
No culto não pode ter improvisação.
O som precisa estar testado. Tudo precisa estar no lugar antes das pessoas chegarem.
Não deixe “hora morta” no culto: o solista que vai cantar, já precisa estar no primeiro banco. Entre um passo e outro não pode existir intervalo.
O dirigente de cânticos não deve parar em cada cântico para fazer um comentário, isso quebra a dinâmica. Não pode existir uma liturgia dentro da liturgia.
Uma pesquisa feita nos Estados Unidos revelou que a maioria das pessoas que saem da igreja é porque acham o culto boring.
2. Fuja da previsibilidade
O culto é um evento único, singular, irrepetível. É um tríplice encontro: com Deus, com os irmãos e consigo.
O culto precisa ser estudado, elaborado. Precisa existir uma expectativa da intervenção de Deus em cada culto. Deve existir um entusiasmo persuasivo no começo de cada culto que diz: “Algo bom está para acontecer”.
3. Escolha as músicas certas para cada momento
As músicas precisam ser oportunas, pertinentes para cada momento do culto.
É preciso conhecer a letra antes de ensinar um cântico. Hoje temos uma explosão de música de consumo cujas letras são sofríveis.
4. Enriqueça o repertório buscando coisas novas e antigas
Temos um reservatório imenso. Algumas igrejas só cantam as músicas clássicas. Outras só cantam as músicas contemporâneas. Nem tudo o que é antigo é bom e nem tudo que é novo é bom. Precisamos escolher o melhor do antigo e do contemporâneo.
5. A música pré-gravada antes e depois do exercício devocional é rico recurso espiritual
Hoje vivemos com música no carro, em carro, no banco, nas lojas. A igreja deve utilizar melhor o tempo que tem para veicular a melhor música. A música prepara, aquece, desperta, consola.
6. A celebração do culto precisa ser festiva
O culto não é um funeral. O Salmo 100 nos ensina a servir o Senhor com alegria e apresentarmo-nos diante dele com cânticos.
Minha experiência na Igreja Presbiteriana de Onuri, em Seul em 1997.

FONTE: hernandesdiaslopes.com.br

Um Fantasma Chamado Passado

Enquanto escrevo este texto, estou alisando as minhas asas de anjo e polindo minha auréola que reluz cada vez mais. Nossa como sou santo! Se o Papa me encontrar na rua vai mandar me canonizar imediatamente. Sou tão imaculado e vivo numa pureza tão grande que deveria parar de escrever e começar a dizer: “Glórias a mim, louvado seja o meu nome!”
Tá rindo? Bom, a não ser que você seja um anjo encarnado quero te dizer que você é um pecador, e sabe o que pecador faz? ELE PECA!
A maioria de nós tem um passado, que digamos, preferíamos esconder debaixo do tapete. Tem alguns que até conseguiram levar uma vida tranqüila, sem muitos problemas, glórias a Deus, pois tiveram a oportunidade de crescer em Cristo sem tantos traumas, mas outros, só Jeová, para limpar os pecados precisou de uma retro-escavadeira, ou melhor, um sangue derramado.
A primeira coisa que eu gostaria de falar, é que muitas vezes nós ficamos mensurando um passado de pecado com outro. Algo do tipo: “nossa, pra mim teve jeito porque eu só me envolvi com cinco moças e dei um trago, já você…”
Não entendo isso! Vamos definir uma coisa que já está mais que definida?
Passado é passado, já passou! Pecado é pecado, sem pecadinho e pecadão!
E a Palavra nos diz que “TODOS pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23)
Outra coisa que precisamos nos ater com relação a nossa vida regressa é ao fato de muitos usarem isso para se promover. Você chega para conversar com essa “nova criatura” e, a todo o momento, ela só fala de como era a vida dela há tempos atrás… ei, ei, ei… quer mais uma dica? “Eis que tudo novo se fez, as coisas velhas se passaram e tudo se fez novo!”(2Co 5.17) Não pega bem ficar frisando os tempos de mundão, dá impressão que se está com saudades.
E por fim, sem excluir neste os grupos acima, existem aqueles que realmente sofrem quando se lembram de quanto tempo perderam longe do Salvador. De quantos anos jogaram fora e quão alto preço lhes custou. O fantasma os atormenta quando alguém duvida da sua mudança de vida; o fantasma o atormenta quando se vê diante da inquietação da luta do espírito contra a carne; o fantasma o atormenta quando o desejo bate a porta.
Lembra que você não é anjo? Então, você será tentado. Muitos serão enviados para tentar te barrar nesta caminhada de fé. Alguns enviados por satanás, outros se enviando a si mesmos para consigo (redundância proposital para mostrar que tem gente que adora ser pedra de tropeço na vida do outro).
E eu quero dizer uma coisa. Tem gente que acredita em você. Acredita que você vai dar certo. Jesus é o principal deles. Quando Ele olha o seu passado, Ele não vê o seu erro, Ele vê o sangue derramado e, quando olha o seu futuro Ele vê a obra pronta!
Eu sei que é difícil lidar com as lembranças e cicatrizes passadas, principalmente quando o passado se torna mais presente do que gostaríamos, mas não desista. Dê um passo de cada vez, até que um dia, em nome de Jesus, o seu passado vai estar tão longe que mal se dê para ver!
Na paz dAquele que fez o ontem, o hoje e já planejou o nosso amanhã,
Att,
Pr. Felipe Heiderich
www.felipeheiderich.com

FONTE: estudos.gospelmais.com.br

Por Pr. Felipe Heiderich

Felipe Heiderich é graduado em Teologia pela Faculdade Teológica Seminário Unido, escritor, conferencista e pregador. Twitteiro de plantão: @felipeheiderich. Um mineiro morando no Rio de Janeiro, tendo artigos e estudos publicados neste site: http://www.felipeheiderich.com. Contato para ministrações: contato@felipeheiderich.com.

Americanos citam versículos bíblicos dando crédito ao Capitão América

A American Bible Society realizou uma pesquisa que revelou que 63% dos americanos dizem incorretamente que um versículo de 2 Coríntios foi dito por Martin Luther King Junior, pelo ex-presidente George W. Bush e até mesmo pelo super-herói americano, Capitão América.
O texto em questão é o de 2 Coríntios 4:8 que diz: “De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados”.
A pesquisa ouviu 2572 adultos e foi realizada pela Harris Interactive no início de agosto e tinha como foco principal falar sobre os 10 anos dos ataques terroristas de 11 de setembro.
Sobre isso, 36% disseram que se sentiam mais seguros antes da queda das Torres Gêmeas de Nova York. E apenas 9% dizem que se sentem mais seguros agora.
Para lidar com o trauma, 4% disseram que conseguiram superar com serviço de aconselhamento profissional e 16% disse que contam com a Bíblia para conseguir lidar com situações traumáticas.
Mas a grande maioria, 82% dizem que confiam em outra coisa além da Bílbia para poder superar esse trauma, e 6% dizem que não confiam em nada.
“Apesar de ter passado 10 anos desde os ataques contra os EUA, muitos de nós ainda lembramos das imagens e das emoções daquele dia”, disse Geof Morin, diretor de comunicação da ABS, por meio de um comunicado.

Conforto através da Bíblia

Para ajudar a população com conforto para momentos de medo, a ABS e o Exército da Salvação estão criando a  Bíblia Freedom, uma versão contemporânea inglês das escrituras que destaca mais de 3.500 versículos que abordam temas como liberdade, medo, raiva, sofrimento, perda e outras questões que os americanos foram forçados a lidar depois do 11 de setembro.
“A bíblia – e não políticos, heróis de quadrinhos ou ativistas de direitos civis – foi o primeiro a falar sobre como lidar com o trauma e ganhara liberdade”, disse o Comandante do Exército da Salvação, o comissário William Roberts.

Ouro no inferno

Num grave desastre em um garimpo de ouro, centenas de pessoas morreram no mesmo instante, e no mesmo instante chegaram às portas do céu, onde os anjos puseram-se a preencher um extenso questionário para cada um deles.
A coisa não andava, e o último da fila, cansado de esperar, resolveu bancar o esperto e gritou:
- Ouro no inferno! Acharam ouro no inferno!
Imediatamente todos saíram correndo para o inferno e ele ficou ali sozinho, o primeirão da fila. Então, ele olhou para as pessoas correndo para o inferno, olhou para os anjos, olhou para a fumaça que subia lá do inferno, olhou novamente para os anjos e, inesperadamente, largou o formulário no chão e foi atrás dos outros garimpeiros.
Um dos anjos gritou com ele:
- Ei, aonde você vai?
- Vou procurar ouro no inferno, respondeu ele.
- Mas, rapaz, é só um boato… e foi você mesmo quem o começou.

- Sei lá… onde tem fumaça tem fogo, disse o homem, e correu em direção ao fogo do inferno.

Fonte: Site do Pastor

SAPATOS

Ao subir num ônibus urbano, um homem de certa idade escorregou e perdeu um sapato. O ônibus arrancou rapidamente e não podia mais parar, ficando-lhe impossível recuperar o calçado.
O homem tranqüilamente retirou seu outro sapato e jogou-o pela janela.
Um jovem que a tudo observara lhe perguntou:
- Por que o senhor jogou fora seu outro sapato?
- Para que quem os encontrar possa usá-los. Apenas alguém necessitado dará importância a um sapato usado na rua, mas de nada lhe adiantará se não tiver o par completo.

Fonte: Site do Pastor

Por que Deus quis escrever a Bíblia?

por  Mauricio Zágari
Você já parou para pensar a razão de Deus ter escolhido justamente um livro como forma de perpetuar sua revelação específica? Ele poderia ter optado pela tradição oral ou por uma série de outros meios, mas não: o Todo-Poderoso quis se revelar por meio de tinta no papel. Será que isso não nos diz nada?
Claro que quando falo “livro”, devemos lembrar que os manuscritos originais (os “autógrafos”) não foram livros como os conhecemos hoje (formato historicamente chamado de “códice”). As cartas e os textos originais em que as verdades sagradas foram registradas eram provavelmente pergaminhos feitos de plantas ou superfícies elaboradas com couro de animais – a tecnologia disponível na época em que cada texto foi escrito – e em formato de rolos enormes. Mas, independente do formato, entendemos que o recurso de registro daquilo que o Autor da Biblia escolheu foi tinta sobre uma superfície. O que hoje e por muitos séculos ganhou o formato que conhecemos por livro.
Reconhecido isso, voltamos à questão inicial: por que um livro? Quando analisamos a importância da literatura ao longo da História, começamos a achar pistas que responderiam essa pergunta.
1. Livros provocam reflexão. Leitura exige silêncio e concentração. Para ler é preciso uma certa introspecção, distanciamento de vozes e ruídos externos. Por isso mesmo, ler nos leva a um isolamento do mundo exterior, o que proporciona reflexão. E o Evangelho exige reflexão, uma vez que se espera que o leitor receba a mensagem, pense e, ao ser tocado pelo Espirito Santo, mude suas atitudes. Logo, o livro é o melhor meio de transmitir uma mensagem destinada a mudanças de vida, de valores e de atitudes.
2. Livros são acessíveis. O texto escrito nos permite voltar a ele quantas vezes quisermos. Se Deus tivesse escolhido, por exemplo, transmitir sua revelação por meio de uma casta de homens que decorassem as palavras sagradas e as declamassem do alto de um minarete diariamente não poderíamos recorrer quando quiséssemos a esses homens. Livros estão à mão. Podemos buscá-los a cada momento que quisermos em busca de comunhão, esclarecimento, respostas, consolo, exortação. Por isso a tradução do texto bíblico para a língua do povo a partir dos originais grego, hebraico e aramaico e, posteriormente, do latim foi tão importante: permitiu que eu e você tivéssemos acesso fácil, rápido e ilimitado às palavras inspiradas.
3. Livros viajam. No meio editorial existe um jargão que se refere ao potencial que um livro tem de alcançar o maior número possível de pessoas. Quando um editor de livros pergunta “esse livro viaja?”, o que ele quer saber é se aquele livro tem potencial de permanecer sendo lido por muito tempo, de ser traduzido em outras línguas etc e assim alcançar muitos leitores. A Biblia em formato de livro tem esse potencial. Ela ultrapassa fronteiras. Ela passa de pai para filho. Ela perpetua seu conteúdo.
4. Livros não erram. Todo mundo já brincou de telefone sem fio. Palavras ao vento são passíveis de erros, de gafes, de falhas. Mas o preto no branco é imutável, está ali, registrado. Naturalmente, é possível haver equívocos na copiagem ou na tradução, mas aquilo que uma vez está registrado não se altera. É fonte segura.
5. Livros só se perpetuam se o conteúdo for relevante. Se um livro tem conteúdo irrelevante ele vai deixar de ser editado, não será reeditado, ninguém mais o venderá nem comentará sobre ele e essa obra se perderá na história. Então, inversamente, se algum livro chegou até as suas mãos décadas ou mesmo séculos após seu lançamento você pode ter certeza de que contém um conteúdo que pelo menos vale a pena ser lido – mesmo que você discorde dele. Por isso é tão importante ler obras que tenham cinco séculos de vida ou mesmo textos como “Confissões”, de Agostinho de Hipona, escrito há 1.600 anos. E o conteúdo da Bíblia dispensa comentários, por isso a tamanha difusão.
Deus não escolheu por acaso a tecnologia literária para se revelar. Ele escolheu o recurso mais eficiente e transformador.  Por isso, ter um livro em mãos é uma honra. Poder segurar uma obra que atravessou os séculos mudando e influenciando vidas é um privilégio. Livros são tesouros.
Diante dessa realidade, confesso que me assombro ao ver quão pouco o povo de Deus lê. Embora o índice de leitura estatisticamente seja maior no Brasil entre evangélicos do que entre membros de outras religiões, ainda assim é irrisório. E, quando lemos, muitos de nós preferem ler bobagens de autoajuda gospel, textos sobre vitória, relatos fantasiosos sobre batalha espiritual, obras escritas por aquele pastor ou aquela pastora que aparece na televisão… e ignoramos tesouros da literatura cristã. Temos à disposição pérolas da teologia bíblica, como “A imitação de Cristo”, de Tomás-à-Kempis; “As Institutas”, de Calvino; as obras de Dallas Willard, John Piper, Sam Storms, Richard Foster, Alister McGrath e tantos outros que têm dado brilho ao pensamento teológico e devocional… mas damos preferência a certas leituras que valem menos que palha.
Outro problema é que, do tempo escasso que temos ao nosso dispor, preferimos gastar horas e horas e horas assistindo a programas de televisão que não servem para absolutamente nada. Nada! Chega a ser risível. A televisão é um meio que não gera frutos, se formos pensar epistemologicamente. Meu Deus, o que nossos cérebros fizeram de errado para lhes impinjamos tamanho castigo? Me perdoem os amantes da TV, mas não consigo supor que se Deus fosse transmitir sua revelação nos nossos dias ele faria num teledocumentário. Ou uma minissérie. Simplesmente porque programas de TV não promovem nenhuma reflexão. Nenhuma mudança de vida. Nenhum avanço. Nenhuma revolução. Nenhuma transformação. Nada, nada, nada. São mero entretenimento feito para ser esquecido.
Somos uma civilização encantada pela irrelevância. Faça um exercício de memória e tente imaginar a quantidade de assuntos diferentes que passaram diante de seus olhos na tela da TV durante, digamos, uma semana. Experimente, faça isso ag. Eu espero.
Pensou?
Conseguiu lembrar?
Se por acaso foi capaz de lembrar de algo, rsponda agora: quantos desses assuntos de fato são importantes? Quantos enlevaram sua alma? Quantos fizeram você ajudar mais o próximo? Quantos fizeram de você uma pessoa melhor? Quantos te fizeram menos carnal e mais espiritual? E, tá bom, esqueça o aspecto espiritual: quantos tiveram qualquer importância de fato na sua vida? Ou foram apenas um monte de entulho de imagens e sons que invadiram sua mente e não produziram nenhum benefício?
Muitos de nossos pastores estão deixando de ler. Com isso, põem de lado a pregação das verdades fundamentais da fé para desperdicar preciosos momentos de pregação falando sobre  aquilo que está na pauta dos telejornais e programas de debate de auditório. Como não têm substância, não pregam pão, pregam jujubas. Esquecemos da relevância do que foi consagrado no livro para a irrelevância do que está sendo explorado na TV.
Fico imaginando Deus ouvindo as conversas do seu povo e pensando que teve tanto trabalho para perpetuar suas verdades por um meio tão fantástico como um livro e agora os que se chamam pelo seu nome pautam o diálogo pelo que veem entre um plim plim e outro. Com uma Igreja formada no máximo por má literatura ou horas e horas de TV, não é de se espantar que o meio evangélico esteja tão cego, surdo e nu como está hoje. O que nos espera? Tenho até medo de pensar.
A boa notícia é que esse quadro pode ser revertido. Para isso, precisamos passar menos horas na frente da televisão. E passar mais tempo lendo bons livros. Deixar de consumir audiovisuais prontos e mastigados e absorver aquilo que faz nosso cérebro se desenvolver. Temos que ler mais. Pensar mais. Malba Tahan já dizia que “quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê”. Imagine então isso aplicado à nossa vida espiritual.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.

FONTE: artigos.gospelprime.com.br